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Pará de Minas supera falta d’água com investimentos, enquanto racionamento castiga municípios mineiros


A falta de chuvas volta a ameaçar o abastecimento de água em várias cidades do estado de Minas Gerais. De acordo com a Defesa Civil Estadual, 83 municípios já enfrentam situação de emergência.

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O longo período de estiagem fez com que os reservatórios tivessem uma baixa vazão de água e alguns estão praticamente secos. A situação é preocupante em várias cidades das regiões Norte, Zona da Mata e Vale do Rio Doce.


Na região Centro-Oeste o município de Bom Despacho enfrenta o racionamento de água desde o último dia 25 de agosto. A vazão do rio Capivari não está atendendo a demanda da população.

A Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (COPASA) perfurou nove poços artesianos em Bom Despacho e não encontrou água. A estatal adotou um plano emergencial com fornecimento através de caminhões-pipa.

O prefeito Fernando Cabral disse que a COPASA tenta resolver problemas de abastecimento apenas quando a situação é grave. Ele acredita que será necessário executar uma obra para captar água no rio São Francisco, mas a empresa não tem capacidade de investimento.


Perto de Pará de Minas, no distrito de Sítio Novo, pertencente ao município de Mateus Leme, os moradores também convivem com a falta d´água. No primeiro momento, aqueles que moram nas partes mais altas acreditavam que a culpa era de quem reside na parte baixa do distrito e desperdiça água. Porém, quem reside nas áreas mais baixas de Sítio Novo também reclamam do mesmo problema. A Prefeitura de Mateus Leme disse que a COPASA já perfurou três poços na comunidade, mas não achou água. Moradores contestam, dizem que sitiantes perfuraram poços e deu muita água. Diante disso a prefeitura disse que a COPASA vai perfurar mais poços até resolver o problema dos moradores.


Pará de Minas enfrentou uma das piores crises hídricas de sua história que impôs racionamento de água e muito sofrimento ao povo que não merecia sofrer tanto. O ápice da crise foi nos anos de 2013 e 2014, além de alguns meses de 2015. Teve bairro que ficou sem água por até 25 dias e a situação era gravíssima mesmo com os rodízios e os caminhões-pipa.


Em abril de 2015 o então prefeito Antônio Júlio de Faria (PMDB) conseguiu finalizar o processo licitatório e
anunciar que o Grupo Águas do Brasil havia vencido a concorrência e assumiria o serviço no lugar da COPASA, após uma decisão da Justiça concedendo ao município a reintegração de posse do serviço. Isso porque a COPASA tentou barrar a licitação com processos na Justiça e o chefe do Poder Executivo Municipal batalhou até o final.


A nova concessionária Águas de Pará de Minas, um braço do Grupo Águas do Brasil, assumiu a responsabilidade e em menos de um ano investiu R$ 40 milhões na construção de uma rede adutora de 28 quilômetros desde o rio Paraopeba, na região do distrito de Córrego do Barro, até a Estação de Tratamento de Água (ETA) localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, em Pará de Minas.


A água do rio Paraopeba chegou à ETA no início de outubro de 2015
e foi motivo de muita comemoração em Pará de Minas. Desde então a população paraminense não sofre com a falta d’água e o abastecimento está normalizado mesmo com a seca.

Questionado sobre a crise hídrica que impõe racionamento de água à muitos municípios mineiros, Thiago Contage Damaceno, superintendente da concessionária Águas de Pará de Minas, relembra os desafios vencidos para que o abastecimento em Pará de Minas se mantenha normalizado:


Thiago Contage Damaceno
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Acrescenta que foram feitos investimentos na modernização da Estação de Tratamento de Água, localizada no alto do bairro Nossa Senhora das Graças e na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) na estrada de acesso a comunidade Limas de Pará de Minas, próximo ao bairro Califórnia:

Thiago Contage Damaceno
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O planejamento é de suma importância no sistema de abastecimento de água e tratamento de esgoto. Isso envolve todos os detalhes relacionados ao crescimento da área urbana para que seja adotado um plano de ação:

Thiago Contage Damaceno
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Sobre a qualidade da água distribuída, o responsável pela concessionária reitera a seriedade do processo de tratamento. Ele garante que a ETA está pronta para tratar qualquer água captada e são cumpridas todas as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde:

Thiago Contage Damaceno
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Nos períodos mais críticos, a vazão do rio Paraopeba foi de 19 mil litros de água por segundo. E mesmo possuindo uma outorga para retirar até 300 litros por segundo, a concessionária Águas de Pará de Minas retirou ó máximo de 180 litros por segundo em períodos críticos, pois, nos últimos meses a vazão de água é insuficiente para captação no ribeirão Paciência e nem no córrego dos Paivas.

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