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Vazamento de esgoto da Pio Canedo em terreno provoca queixa. Concessionária diz que resolveu rápido


No domingo, 18 de junho, ocorreu mais um grave problema relacionado ao esgotamento sanitário da penitenciária Dr. Pio Canedo, em Pará de Minas. Uma tubulação estourou o esgoto escorreu por um terreno localizado na região conhecida como Água Limpa, onde existe um curso d’água.

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O problema é antigo e vem acontecendo desde o período em que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) era a responsável pelo sistema de abastecimento de água e tratamento de esgoto do município.

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio de seus representantes na Comarca de Pará de Minas, acompanhou de perto o fato e foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) obrigando a COPASA a desligar as bombas do local e fazer o esgotamento sanitário de forma adequada.

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No entanto, o empresário Cornélio Hermes de Morais Fonseca, proprietário de um terreno atingido pelo esgoto, se mostra insatisfeito com a volta do problema na elevatória. Ele esteve no local e foi informado que o sistema antigo continua operando:


Cornélio Hermes de Morais Fonseca
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Ele revela que impetrou uma ação na Justiça contra o governo do Estado de Minas Gerais e conseguiu uma indenização de R$ 30 mil por danos morais. O valor foi considerado muito baixo pelo grande impacto ambiental provocado:

Cornélio Hermes de Morais Fonseca
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Sobre o vazamento reclamado por Cornélio Hermes de Morais Fonseca, a Concessionária Águas de Pará de Minas, enviou uma nota ao Portal GRNEWS de esclarecimento sobre o problema:

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“No domingo, dia 18 de junho, a concessionária Águas de Pará de Minas identificou um problema na elevatória de esgoto do bairro João Paulo II. Imediatamente a equipe se deslocou para o local para solucionar a questão. A empresa lida com um sistema robusto, tanto de água quanto de esgoto, que está sujeito a esse tipo de situação, embora o tempo de resposta sempre seja imediato.

O problema ocorreu em função de um pico de energia em uma das bombas, ocasionando um pequeno extravasamento de esgoto que, exatamente em função das ações preventivas, ficou retido na barreira de contenção, não contaminando nenhum recurso hídrico. “Esses problemas operacionais nem sempre podem ser controlados, para isso nós estamos realizando ações preventivas e as equipes estão preparadas e monitoram o sistema de água e esgoto 24h por dia”, explica Thiago Contage, superintendente da Águas de Pará de Minas.

Pará de Minas tem, aproximadamente, 250km de rede de esgoto e está em uma condição absolutamente favorável em relação ao país, já que 95% do seu esgoto sanitário é coletado e, desses, 100% é tratado. “De acordo com números divulgados pelo Instituto Trata Brasil e pelo Ministério das Cidades, o cenário do saneamento no país, infelizmente, é muito ruim. Apenas 50% da população tem esgoto coletado e 42% tem esgoto tratado. É como se fossem despejados, diariamente, cerca de cinco mil piscinas olímpicas de esgoto bruto em nossos mananciais”, explica Contage.

A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) tem capacidade para tratar até 180 litros por segundo (l/s) e, atualmente, a ETE trata em torno de 100l/s. “Estamos preparados para o crescimento da cidade, tanto do ponto de vista populacional, quanto do ponto de vista econômico”, acrescenta.

A Águas de Pará de Minas, quando assumiu os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade, em 17 de abril de 2015, recebeu uma série de equipamentos, poços e unidades que são bens afetos a prestação de serviço público. “Atualmente, a concessionária usa cerca de 30% dos poços, porque foram adequados e modernizados, a ponto de produzirem boas vazões e por estarem posicionados estrategicamente dentro do sistema de abastecimento”, explica Thiago.

Não existem comprovações técnicas de que os poços profundos que existem no bairro João Paulo II interfiram no volume de água corrente no córrego Água Limpa. “É necessário discutir amplamente a questão, já que empresas e cidadãos pará-minenses captam água de forma desordenada há vários anos na cidade, inclusive, colocando em risco a saúde da população, principalmente por não ter o devido tratamento e atendimento à portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde”, ressalta Thiago, que completa: “Entre as empresas que captam água no Ribeirão Paciência, por exemplo, está um grande laticínio. Essa água poderia ser distribuída para a população, que tem e sempre terá prioridade sobre qualquer atividade econômica, garantido por lei”, conclui.”

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