Banner Águas de Pará de Minas   Prefeitura de Pará de Minas

Especialistas analisam propostas para educação dos presidenciáveis

Tânia Regô/Marcelo Camargo/Agência Brasil

A proposta de educação a distância para o ensino fundamental, do candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), vai na contramão dos melhores sistemas de ensino do mundo. Já a federalização de escolas vulneráveis do ensino médio, proposta por Fernando Haddad (PT), seria inviável do ponto de vista orçamentário. As análises foram feitas por especialistas a pedido da Interdisciplinaridade e Evidências do Debate Educacional (Iede), entidade que trabalha com estudo e divulgação de dados educacionais.

A entidade selecionou cinco propostas que constam nos planos de governo de cada um dos presidenciáveis e/ou foram defendidas por eles em diferentes momentos de suas campanhas. Cada uma delas foi analisada por especialistas escolhidos por terem uma trajetória de estudo em temas ligados às propostas e pela credibilidade no mundo acadêmico.

A proposta de ensino a distância de Bolsonaro é criticada pela pesquisadora da Fundação Carlos Chagas Gabriela Moriconi e pela diretora da faculdade de educação da Universidad Diego Portales, no Chile, Paula Louzano. “Bolsonaro afirma se inspirar na educação do Japão, mas propõe caminho oposto. Educação a distância desde o ensino fundamental, bandeira de Bolsonaro, não é adotada como política educacional por nenhum dos melhores sistemas de ensino. Para o pleno desenvolvimento das crianças, socialização é essencial”, defendem em artigo.

A proposta de federalização de Haddad é criticada pelo sociólogo e membro da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior, Simon Schwartzman.

“O custo de atender aos alunos das redes estaduais com o mesmo nível de gastos do sistema federal seria de R$ 173 bilhões, mais do que todo o orçamento atual do Ministério da Educação (MEC). Isto sem falar do pesadelo que seria trazer [da folha de pagamento dos estados para o governo federal] os atuais 250 mil professores de ensino médio”, diz Schwartzman, que foi presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O especialista também defende a manutenção da reforma do ensino médio aprovada no governo Michel Temer. Haddad quer revogar a reforma. “No novo formato [do ensino médio], os alunos poderão se concentrar em suas áreas de interesse, sem precisar estudar só para passar nas provas, e se abrirá a possibilidade de uma formação mais prática e aplicada para quem quiser e precisar se integrar mais rapidamente ao mercado de trabalho”, defende o especialista.

Escola sem Partido
A proposta de redução de cotas no ensino superior do candidato do PSL também é criticada, assim como uma das principais bandeiras de Bolsonaro para a educação, a aprovação do projeto que institui o Escola sem Partido.

“O que as evidências internacionais mostram sobre as ideias do programa Escola sem Partido, proposta defendida por Bolsonaro, pode causar erosão da confiança entre alunos e professores e perdas para o aprendizado. Nos EUA, experiências semelhantes não deram certo”, dizem o pós-doutor em sociologia econômica pela Universidade Columbia Charles Kirschbaum e a doutora em economia pela Universidade de Illinois Regina Madalozzo. Ambos são professores do Insper.

Eles apontam os resultados do estudo Unsettled relations: Schools, gay marriage, and educating for sexuality. Educational Theory [Relações não resolvidas: escolas, casamento gay e educação para a sexualidade] que mostram que, em várias experiências ocorridas nos Estados Unidos, a neutralidade exigida aos professores não foi traduzida em uma neutralidade no ensino em si. “Ao contrário: a partir do silêncio obtido e do vácuo criado, os estudantes com opiniões mais fortes prevaleciam com relação à opinião dos mais fracos”, dizem.

Segundo eles, é somente através “do confronto aberto de ideias que poderemos exercer nosso direito à própria opinião. Do contrário, estamos sendo doutrinados da mesma forma, mas agora doutrinados para mantermos o que já está estabelecido”.

Também foram analisadas as propostas de inclusão da disciplina de educação moral e cívica nas escolas e a criação de universidades empreendedoras. As duas sugestões são criticadas pelos especialistas ouvidos.

Bolsa Permanência
Do programa de Haddad, os especialistas analisam a bolsa permanência, cujo intuito é ajudar financeiramente alunos mais vulneráveis a se manterem no ensino médio. Os pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do campus de Ribeirão Preto, Fernando de Lollo e Daniel Santos ponderam que é necessário aprofundar as causas da evasão escolar. Na avaliação deles, sem descobrir os motivos pelos quais os alunos deixam a escola, a bolsa pode ser insuficiente.

Os especialistas ainda analisaram as propostas de educação integral nas escolas, ampliação de investimentos em ciência e tecnologia e criação de uma prova nacional para ingresso na carreira docente (como forma de centralizar os concursos públicos) – todas elogiadas no estudo disponível AQUI na íntegra. Com Agência Brasil

shop giày nữthời trang f5Responsive WordPress Themenha cap 4 nong thongiay cao gotgiay nu 2015mau biet thu deptoc dephouse beautifulgiay the thao nugiay luoi nutạp chí phụ nữhardware resourcesshop giày lườithời trang nam hàn quốcgiày hàn quốcgiày nam 2015shop giày onlineáo sơ mi hàn quốcshop thời trang nam nữdiễn đàn người tiêu dùngdiễn đàn thời tranggiày thể thao nữ hcm