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Pacaraima vive clima de tranquilidade, diz padre da cidade

Câmara Municipal de Pacaraima/Divulgação

Três dias depois da agressão de moradores de Pacaraima (RR) a imigrantes venezuelanos, quando atearam fogo a seus pertences e os expulsaram de barracas e abrigos, em um princípio de revolta contra a presença deles na cidade, ainda há um clima de tensão entre os imigrantes, apesar de a situação na cidade estar mais tranquila, de acordo com relato do pároco da Paróquia de Pacaraima, padre Jesus. Há ainda, segundo o padre, temor de que o governo venezuelano retalie as agressões com corte de energia e gasolina que abastecem o município brasileiro.

O padre disse que muitos venezuelanos ainda estão voltando para o país de origem ou indo para abrigos da capital do estado, Boa Vista. Outros ficaram na cidade venezuelana de Santa Elena de Uiaren, fronteira com Pacaraima, e podem voltar ao Brasil quando a situação normalizar. Cerca de 1,2 mil venezuelanos cruzaram de volta a fronteira do país com o Brasil após o conflito.

“A situação aqui está aparentemente calma, uma calma tensa. Hoje, no café da manhã, veio bastante gente, umas mil pessoas. Então, parece que pouco a pouco está normalizando, mas é uma calma estranha, cheia de temores. Está longe de ser normal, eles ainda estão com medo”, disse à Agência Brasil.

A Paróquia de Pacaraima serve diariamente café da manhã para cerca de 1.600 imigrantes venezuelanos. Depois do conflito do último sábado (18), menos de mil pessoas têm procurado o serviço. Ontem (20), apenas 600 apareceram para tomar o café, disse o padre.

As 160 crianças venezuelanas, muitas delas indígenas, que frequentam o centro de atendimento da Pastoral também não estão indo às aulas. Segundo recomendação das Nações Unidas, elas devem esperar três dias para voltar aos estudos.

Desde a eclosão da crise na Venezuela, milhares de venezuelanos se instalaram na pequena cidade de Pacaraima, situada na fronteira com o país vizinho. Atualmente, cerca de 4 mil imigrantes estão em abrigos ou nas ruas da cidade, que tem cerca de 12.300 habitantes, segundo estimativa do IBGE de 2017.

Para a irmã Rosita Milesi, coordenadora do Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), é inaceitável que os imigrantes permaneçam em situação de rua, vulneráveis à violência e outros tipos de violação de direitos. “Deixar o povo [imigrantes] dormindo nas ruas não é solução. Esse é o grande problema. Não é conveniente, não é digno, adequado. Ademais, a população fica com dificuldade, não é justo deixá-las na rua esperando atendimento. Isso para mim é um problema sério”, avaliou a religiosa. Com Agência Brasil

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