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Países de Língua Portuguesa homenageiam mulheres do campo

Marieta Cazarré/Agência Brasil

Representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa se reuniram nesta sexta (08), em Lisboa, no Palácio do Conde de Penafiel, para homenagear as mulheres e debater a importância das que trabalham no campo como agentes transformadoras do desenvolvimento.

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Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, a comunidade escolheu dedicar as homenagens este ano às mulheres rurais. A secretária executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, ressaltou que, apesar das mulheres serem responsáveis pela produção de mais da metade dos alimentos de todo o mundo, apenas 20% delas têm acesso à terra. Além disso, em relação à disparidade salarial entre homens e mulheres, situada em torno dos 23%, nas áreas rurais chega a 40%.

As mulheres do campo em todo o mundo, além de exercerem papéis de agricultoras, são também educadoras e cuidadoras, ficando responsáveis pela criação dos filhos nos ambientes mais remotos do mundo.

Além disso, têm papel fundamental na preservação da biodiversidade, apesar de não terem acesso igualitário a ferramentas, sementes, tecnologia, crédito e terras.

Vida mais digna e uma sociedade mais justa
Maria do Carmo reafirmou, ainda, a importância da luta por uma vida mais digna e por uma sociedade mais justa e igualitária. “Em várias partes do globo, a vida de muitas mulheres continua a ser martirizada pela violência, pelo abuso, pelo tráfico, por casamentos forçados e gravidez na adolescência. Ao ritmo atual, serão necessários pelo menos mais 100 anos para que se possa acabar com a desigualdade entre homens e mulheres. Hoje é uma data em que devemos juntar nossas vozes para chamar a atenção da sociedade sobre os preconceitos de gênero existentes na sociedade”, disse.

O embaixador Gonçalo Mourão, representante permanente do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ressaltou a relevância do tema escolhido.

“A vida no campo, a vida rural, é o primeiro trabalho elementar do homem em cima da terra. É o primeiro trabalho que nós fazemos, que é buscar nossa própria alimentação. É um diálogo que o ser humano, representado pelo ser humano feminino, faz com a terra em busca de uma coexistência com a natureza. De conviver e compartilhar o mesmo espaço de maneira pacífica”, detalhou.

O evento de hoje contou ainda com a realização de uma mesa redonda com o tema “A mulher rural como agente transformador do desenvolvimento na CPLP”. Participaram do debate a portuguesa Ana Melo Portugal, coordenadora científica do programa de doutorado Saber Tropical e Gestão – TropiKMan; a guineense Isabel Miranda, gestora de projetos da Ação para o Desenvolvimento (Organização Não Governamental AD, Guiné-Bissau); e a brasileira Joana Dias, coordenadora da Rede das Margaridas. Com Agência Brasil

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