Vem chegando o remédio que deve tirar o HNSC da agonia

hnsclog08Dando continuidade ao assunto “Hospital” que, na semana passada, deu muito o que falar em Pará de Minas, diante das divergências das autoridades da saúde em torno da sobrevivência dessa instituição centenária, digo que a população está, digamos, aliviada. O remédio parece fazer efeito e o paciente, segundo diagnóstico de especialistas, não mais corre risco de morte.

De fato, levando-se em consideração que o Hospital Nossa Senhora da Conceição é o único de nossa cidade, responsável também pelo atendimento de vários municípios pertencentes à microrregião, saber que as coisas caminham para uma solução faz bem a qualquer um.
A reviravolta nos fatos aconteceu na mesma velocidade das acusações mais recentes. Se antes, a prefeitura não ia ajudar por divergir dos passos da diretoria, se o Conselho de Saúde iria denunciar a instituição ao Ministério Público e se a casa de saúde teria de suspender o pronto socorro e alguns plantões, agora, nada disso vai acontecer.

Se você, que está lendo esta coluna, não acompanhou o grande impasse provocado pela troca de acusações e provocações, não perca tempo em buscar informações ultrapassadas porque, nesse momento, o que importa é o futuro. E o futuro começa nessa segunda-feira, 12 de agosto, com a posse do administrador geral do HNSC, Francisco Assis Figueiredo, contratado por R$20 mil mensais. Além da experiência (muito vasta, como diz o próprio currículo), ele chega com a missão de tirar o hospital do atoleiro, viabilizar oportunidades de captação de recursos, aumentar a rentabilidade da casa de saúde e garantir um atendimento mais abrangente e de melhor qualidade.

Tomara que esse Francisco seja como o outro Francisco – o Papa – que chegou ao Brasil depois daquela efervescência toda de manifestações democráticas misturadas a um vandalismo assustador e consiga pacificar a saúde pública de Pará de Minas. Sim, porque, para quase tudo de ruim que vinha acontecendo nos últimos tempos, dizem que a culpa é do HNSC.

Que a população não espere milagres em curto prazo e que Francisco tenha persistência, metas bem definidas e jogo de cintura, muito jogo de cintura, para “gestar” o hospital. Serão para ele todos os olhares, todas as expectativas e todas as esperanças de uma casa de saúde que venha a corresponder os anseios da sociedade. Da mesma forma em que serão contra ele possíveis deslizes, pressão de médicos, talvez de outros representantes da instituição e, com toda certeza, dos meios políticos também. Venha com muita disposição, Francisco. E que Deus lhe abençoe porque você vai precisar, com toda certeza...

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