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Acompanhamento Pedagógico Diferenciado atende 510 escolas estaduais de MG

Divulgação/SEE

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE), ampliou para 510 os números de escolas atendidas pelo projeto de Acompanhamento Pedagógico Diferenciado (APD). Com o propósito de promover ações que possibilitem o avanço da aprendizagem dos estudantes de 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental, que não estejam alfabetizados e com defasagem em leitura, escrita e cálculos matemáticos, o APD foi lançado em 2016, contemplando, inicialmente, 423 escolas.

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As unidades escolhidas para esse atendimento são aquelas que apresentaram maior deficiência nessas áreas de conhecimento, explica a superintendente da Educação Infantil e Fundamental da SEE, Eleonora Xavier Paes.

“A equipe de currículo da SEE faz um estudo abrangendo todas as Superintendências Regionais de Ensino (SREs), de forma a abranger o maior número de alunos, antes de definir as escolas contempladas e que puderam designar o professor alfabetizador”, conta Eleonora.

Nestas escolas, as crianças são atendidas em grupos, fora da turma as quais estão inseridas. O professor alfabetizador contratado conta com o acompanhamento das equipes de currículo e analistas das SREs.

“Independentemente do professor alfabetizador disponibilizado para essas 510 escolas, qualquer unidade de ensino pode desenvolver projetos de acompanhamento diferenciado, e encaminhar para a SEE para que possam ser auxiliadas. A Lei de Diretrizes de Base (LDB) garante essa iniciativa, em artigo que trata da questão dos alunos com dificuldades”, relata a superintendente.

O APD é destinado aos estudantes que não se alfabetizaram e tiveram comprometido o desenvolvimento de sua capacidade de ler e escrever, considerando: análise do processo de apropriação do sistema de escrita alfabética, dificuldades relacionadas à leitura e produção de texto, dificuldades quanto aos aspectos básicos da ortografia e que não dominam as operações básicas dos cálculos matemáticos.

Todas as Superintendências Regionais foram contempladas com a designação de professores alfabetizadores, atendendo os critérios estabelecidos no documento de orientação.

“A nossa expectativa é que, com as devidas correções e evoluções desse processo, num espaço curto não mais precisemos ampliar essas turmas. O objetivo é que todos estejam dominando essas habilidades no tempo correspondente a sua idade e ano escolar”, pontua Eleonora.

Boas práticas
As equipes da SEE e das SREs vêm realizando visitas às escolas contempladas com o professor alfabetizador para conhecer e avaliar as ações desenvolvidas em cada uma delas e contribuir com possíveis correções ou avanços na sistemática adotada por cada uma delas, obedecidas as recomendações do Documento Orientador enviado às unidades de ensino.

De acordo com as analistas educacionais, Ivone Gonçalves Nascimento e Sueli Gonçalves da Silva, que integram a equipe da Diretoria de Ensino Fundamental, foram solicitadas às SREs Metropoliltanas A, B e C que indicassem dez escolas com boas práticas no APD para: constatar o que realmente tem acontecido; checar o perfil do professor; e se atende aos requisitos de conhecimento pedagógico como exigidos.

Os endereços foram divididos pela equipe. Segundo Sueli Gonçalves, entre as escolas visitadas, chamou atenção a iniciativa da equipe da Escola Estadual Francisco Cardoso Asumpção, em Ribeirão das Neves, onde teve a oportunidade de conversar com um bom número de alunos.

“Nessa escola, o acompanhamento pedagógico antes acontecia nas dependências da biblioteca. O fato de ser um espaço compartilhado inibia aqueles que não sabiam ler. O professor percebeu que o aluno parava de ler quando entrava outro aluno. A solução compartilhada com a diretoria foi disponibilizar um espaço próprio. Em sala exclusiva, os resultados foram rápidos e surpreendentes, como na habilidade de leitura e desenvoltura para os exercícios propostos”, conta Sueli.

Ivone Nascimento cita também o exemplo da Escola Estadual José Joaquim Lages, em Ribeirão das Neves, onde a professora alfabetizadora, Léa Olímpio de Moura, desempenha as práticas pedagógicas inseridas em conteúdo tecnológico.

“Através de sua formação em tecnologia, pela Metropolitana C, utiliza a sala de informática, se aproximando da linguagem desses jovens. Eles já produziram portfólios nos espaços físico e on-line. A equipe escolar também é muito participativa”, relata a analista.

Nessa unidade, estão matriculados 74 alunos, mediante atividades diagnósticas aplicadas no inicio do ano letivo, com perfis para esse projeto, enquadrados na proposta do 4º ao 9º anos.

“Após atendimentos nos dois primeiros meses de implantação do projeto, foi percebido que muitos desses alunos estavam fora da proposta do mesmo, pois já eram alfabetizados/letrados. Apesar de alguns deles ter tirado notas baixas, isso não aconteceu como consequência de não serem alfabetizados, mas de situações particulares como indisciplinas, não participação nas atividades de sala, rivalidades com professores e colegas, preguiça, desinteresses (segundo relatos dos mesmos). A maioria apresentava dificuldade na leitura e, assim, ocorriam muitos erros na ortografia. A produção de texto era pautada em frases curtas e sem sinais de pontuação”, esclarece a professora.

Foram trabalhadas, de formas diferenciadas, leituras de vários gêneros, interpretação e composição textual, e são avaliados leitura, entonação e ritmo. Segundo a professora Léa de Moura, observou-se um avanço significativo em vários alunos. Alguns afirmavam não gostar de ler.

“A proposta de trabalho é, por meio da leitura de livros literários e outros gêneros, explorar bem a leitura e interpretação, lendo também para que os mesmos tenham interesse e se despertem para o mundo da literatura”, relata a educadora.

Livros são emprestados e fichas de leituras reproduzidas; são feitos recontos, produção de texto e discussão de temática. O projeto ainda conta com uso de materiais concretos, como jogos alfabéticos, sequência de história, grupos silábicos e letras do alfabeto para formar palavras, palavras soltas para formação de frases, provérbios, textos codificados, adivinhas, caça palavras e jogos matemáticos (bingos, dominós, tabelas de fatos e outros), além dos jogos do programa GCompris e escrita.

A professora afirma que alguns alunos do 7º, 8º e 9º anos foram liberados do projeto, porque concluiu-se que tinham condições de serem acompanhados pelos professores em sala, uma vez que as deficiências apresentadas poderiam ser sanadas com a apropriação da leitura e interpretação diária propostas pelos professores regentes.

Alguns alunos do 7º ano permaneceram para que se consolidassem mais conceitos em defasagem, como Ariane Dias Sousa, que apresentava uma leitura silábica e com pouca fluência, mostrava-se desinteressada e sem motivação.

“Atualmente lê com mais fluência e entonação, dedica-se mais aos estudos com participação, conforme relatos de professores, e demonstra satisfação com os resultados adquiridos através do que já conseguiu romper. Lucas Vitor Frois Sousa é outro aluno do 7º ano que também tem melhorado nos conceitos básicos da matemática, leitura e interpretação. O mesmo apresenta dificuldades na fala e motricidade, no entanto, acompanha bem o que lhe é proposto. Vitória Eduarda Cunha, no momento apresenta leitura com boa entonação e ritmo, boa interpretação e ortografia coerente, conceitos básicos da matemática bem consolidados”, destaca a professora Léa. Com Agência Minas

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