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Diversidade de sabores e saberes nas UCs

Arquivo/ICMBio

Histórias, costumes, sotaques, tradições, sabores e saberes. Um olhar de quem conhece bem onde mora, um anfitrião que não apenas recebe o visitante, mas não o deixa ir embora sem levar na bagagem experiências e aprendizados. No Turismo de Base Comunitária (TBC), o protagonista é o povo. É aquele que conta histórias de gerações, de quem vive há anos na região e conhece cada cantinho de sua morada. É quem já está acostumado a todas as peculiaridades do lugar, é o principal responsável por oferecer ao turista uma viagem intercultural.

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O TBC, que tem como pilar o modelo de gestão de visitação protagonizado pela comunidade, gera benefícios coletivos, promove a vivência entre diversas culturas, qualidade de vida, valorização da história e dos conhecimentos dessas populações, além da utilização sustentável dos recursos das unidades de conservação (UCs) com fins recreativos e educativos.

Desde 2011, o ICMBio tem atuado com intuito de implementar o programa. À época, foi realizado o Seminário de Ecoturismo de Base Comunitária. Em 2013, um grupo de trabalho foi formado para discutir questões e amadurecer ideias sobre esse tipo de atividade turística.

Assim, esse modelo de turismo já funciona em algumas unidades há algum tempo. Em outras, a proposta ganha forma agora. Este ano, em comemoração ao aniversário de uma década do ICMBio, será lançado o documento Princípios e Diretrizes do Turismo de Base Comunitária, que reúne informações fundamentais para que políticas, normas e regulamentações sejam desenvolvidas e aplicadas.

TBC Vila Pesqueiro

Arquivo/ICMBio


Na Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Soure, localizada no Pará, Ana Cristina Penante, a Cris, é popular na região. A marajoara trabalha há anos com turismo comunitário, entre os projetos dos quais participa está o TBC Vila de Pesqueiro (Foto acima), que propõe aos turistas uma viagem imersa na cultura tradicional praiana.

Os moradores recebem os visitantes e os hospedam nas residências escolhidas para essas atividades. Os turistas podem pescar com os moradores, andar de búfalo, participar das festas, provar as comidas típicas da região, entre outras experiências.

“O turismo traz ganhos econômicos para meu orçamento familiar. As famílias envolvidas não trabalham apenas com isso. Somos professores, pescadores, donas de casa. Obtivemos qualificação para trabalhar com o turismo comunitário, compartilhando, com profissionalismo, a nossa cultura, saberes e belezas,” conta Cris.

A comunitária diz que os ganhos vão além dos financeiros. “Acredito que ganho quando divulgo que os visitantes, assim que chegam, estão dentro de uma resex. Todos querem saber como funciona, como convivemos com a área, etc. Outra coisa que gosto muito é aprender com essas pessoas, saber como é o lugar onde moram, por que escolheram visitar nossa região. Sem dúvida é uma troca de cultura incrível”.

Interesse dos jovens
Thiago Beraldo, coordenador do grupo de trabalho de TBC no ICMBio, conta que as comunidades passaram a enxergar na atividade uma forma de gerar renda. A iniciativa está despertando o interesse dos jovens, que já apostam em um modo de vida dentro do lugar onde moram e não somente nas cidades mais desenvolvidas.

“O ICMBio entende que essa é uma maneira que pode auxiliar os comunitários, principalmente os jovens, a permanecerem no local e se desenvolverem, partindo da união entre a conservação da natureza e o uso sustentável dos recursos e promovendo a qualidade de vida das comunidades”, explica.

No mometo, segundo Thiago, o ICMBio estuda a edição de uma instrução normativa para regulamentar a atividade. O documento tratará, principalmente, do ordenamento e delegação de serviços e da relação jurídica entre o Instituto, as comunidades e as empresas. “Consultores foram contratados e estão elaborando estudos, principalmente sobre legislação de delegação de serviços e pesca esportiva”, diz Beraldo.

Conhecer, sentir, preservar

Arquivo/ICMBio


Investir e estruturar as unidades de conservação federais para o uso público é uma das prioridades do ICMBio. A visitação a essas áreas protegidas, além de proporcionar bem estar, funciona como uma experiência rica em educação ambiental sobre a fauna, flora e toda a diversidade de nossos biomas.

Conhecer é o ponto de partida na viagem sensorial de cada turista. O ponto de chegada é o reconhecimento, a sensibilização sobre a riqueza natural que está ao alcance de todos e que precisa de cada um para continuar sendo preservada.

O ICMBio registra o crescimento contínuo no número de turistas que visitam UCs. Entre 2006 e 2016, houve um salto de 1,9 milhões para 8,2 milhões de visitantes nas unidades de conservação federais, principalmente parques nacionais.

“Esse crescente interesse demonstrado pela população deve contribuir para sensibilizar o governo na construção de políticas públicas que levem em conta a implementação das UCs e identifique oportunidades de negócios e parcerias”, afirma Paulo Faria, analista ambiental da Coordenação Geral de Uso Públicos e Negócios (CGEUP) do ICMBio.

Fomento à economia
Em comemoração ao aniversário de dez anos do ICMBio, a CGEUP está lançando o primeiro Relatório de Contribuições Econômicas do Turismo em UC. O estudo calculou os impactos decorrentes dos recursos financeiros despejados pelos visitantes nas economias locais.

Em 2015, os 8 milhões visitantes gastaram R$ 1,1 bilhão nos municípios do entorno das UCs. A contribuição total desses gastos para a economia nacional foi de R$ 1 bilhão em renda, gerando R$ 1,5 bilhão em valor agregado ao PIB nacional e mais 43 mil empregos.

O setor de hospedagem registrou a maior contribuição, com R$ 267 milhões em vendas, seguido pelo setor de alimentação com R$ 241 milhões. A coordenação verificou ainda que no município de Cruz, no Ceará, que abriga o Parque Nacional de Jericoacoara, o ecoturismo impactou em 44,35% no PIB do município, gerando aproximadamente 1.850 empregos diretos. Em São José do Barreiro (SP), cidade sede do Parque Nacional da Serra da Bocaina, os gastos dos visitantes representam 28,37% do PIB local, criando quase 500 empregos diretos.

Concessões

Arquivo/ICMBio


Com objetivo de gerar mais oportunidades, alavancar a economia e continuar avançando em estruturação nas unidades de conservação, o ICMBio vem desenvolvendo parcerias e delegando serviços de apoio à visitação, como é o caso das concessões.

Os parques nacionais de Iguaçu (PR), Tijuca (RJ, foto acima), Fernando de Noronha (PE) e Serra dos Órgãos (RJ) mantém concessões. Estão previstos ainda os projetos de concessão de serviços de visitação em três outras unidades de conservação federais: parques nacionais de Brasília (DF), da Chapada dos Veadeiros (GO) e do Pau Brasil (BA).

No momento, o ICMBio coordena a elaboração de estudos de viabilidade econômica e projetos básicos em diversas outras unidades como a Floresta Nacional de Canela (RS), a Reserva Extrativista do Unini (AM) e a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (AL).

Acessibilidade
Contemplar nossas belezas naturais e vivenciar as experiências que a biodiversidade oferece é um direito de todos. Pensando nisso, o ICMBio investe cada vez mais em ecoturismo. Nesse aspecto, busca promover, também, a inclusão social por meio da acessibilidade, adequando seus atrativos para receber turistas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida.

No Parque Nacional do Iguaçu, o Macuco Safari, uma das principais atividades oferecidas aos visitantes, ganhou rampas, elevadores e até uma espécie de bondinho. As adaptações foram inauguradas no mês de julho. Todo o trajeto é inclusivo. Os cadeirantes e as pessoas com mobilidade reduzida são atendidos com soluções pensadas para que elas aproveitem ao máximo o passeio.

Outras unidades de conservação já contam com atrativos inclusivos, como é o caso do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, que conta com trilhas acessíveis para os principais pontos de visitação: a trilha do golfinho e a trilha que leva à Praia do Sancho. Já no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros há uma trilha suspensa com acessibilidade. Por meio dela, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem chegar até as corredeiras, aproveitando, inclusive, para tomar banho no local.

Para os próximos anos, o Instituto Chico Mendes sonha e projeta grandes voos, investindo na conservação e na aproximação com a sociedade para que juntos possam continuar contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Com Agência Brasil

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