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Pessoas com deficiência correm riscos na rodoviária de BH

Guilherme Bergamini

Intervenções emergenciais para garantir a segurança de pessoas com deficiência visual foram cobradas em visita feita ao Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro, em Belo Horizonte, pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

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O objetivo da visita ao local foi verificar as condições de mobilidade e acessibilidade oferecidas pela rodoviária da Capital, inaugurada em 1971 como o maior e mais moderno terminal da América Latina, mas que hoje necessita de melhorias dos mais diversos tipos, conforme admitiram representantes da gestão do terminal durante a visita.

O ponto crítico foi encontrado no estacionamento, que mereceu a maior atenção da comissão e de representantes de entidades que acompanharam o trajeto. Ali, o piso tátil que acompanha a faixa de pedestres na travessia de quem deixa o terminal acaba de repente, deixando perdidas pessoas com deficiência visual que transitam a pé em busca da saída para a rua.

O cenário piora nas laterais do estacionamento, que se encontra elevado em relação ao nível da rua e cujo ponto mais alto está a cerca de dois metros de altura da calçada. Não há o piso tátil apropriado, que poderia indicar o caminho mais seguro, nem barreiras físicas para impedir quedas.

Os perigos para sair da rodoviária em segurança foram demonstrados durante a visita pelo professor Ananias Moreira, do Instituto São Rafael, dedicado ao atendimento de pessoas com deficiência visual como ele.

Ananias contou que conhece bem o terminal, mas advertiu que essa não é a realidade de grande parte dos passageiros que chegam à Capital ou deixam a cidade sem conhecer previamente armadilhas que poderão encontrar pelo caminho. Segundo ele, pelo menos quatro pessoas com deficiência visual teriam sofrido quedas no local recentemente.

Relato de morte – Um dos casos que chegou ao conhecimento da comissão ocorreu na semana do Carnaval deste ano, quando um ex-aluno do São Rafael, Paulo Ribeiro, sofreu uma queda no estacionamento da rodoviária.

Segundo Ananias, as informações indicam que Paulo achou que estava chegando à rua, quando na realidade estava chegando ao fim abrupto dos limites do estacionamento, e caiu sobre a calçada.

Com a queda, ele teria quebrado a bacia, vindo a falecer dias depois em função de complicações em seu quadro de saúde.

“Nós nos orientamos muito pelos barulhos, e ele, ouvindo os barulhos de carros, deve ter achado que estava próximo à calçada e caiu”, relatou Ananias.

Situações como essa levariam ao desequilíbrio quando a bengala não encontra o apoio num nível razoável, conforme observou ele.

Precipícios, diz deputado sobre riscos de queda
“São mesmo precipícios o que vemos aqui, e isso num ponto de convergência da cidade como é a rodoviária, por onde passam pessoas de todos os lugares do Estado”, constatou o presidente da comissão, deputado Duarte Bechir (PSD), que solicitou a visita.

A administração da rodoviária, contudo, garantiu que obras de melhoria estão sendo feitas no terminal há dois anos, como a implantação de banheiros e bebedouros dentro das normas de acessibilidade; sinalização de passeios; reforma do telhado, para por fim a goteiras e baldes espalhados em épocas de chuvas; e instalação de novas câmeras de monitoramento.

Está em andamento também a substituição das duas esteiras rolantes do terminal, que, paradas há 45 anos, funcionaram apenas nos dois primeiros anos de operação, conforme alguns dos dados repassados à comissão pela chefe de gabinete da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), Denise Vieira.

Desde 2016 a companhia é a responsável pela gestão do terminal, que até então cabia à Prefeitura de Belo Horizonte. Passam em média pelo local 40 mil pessoas por dia e são transportados dez milhões de passageiros por ano.

“Nesses dois anos em que a Codemig está na gestão, foram investidos R$5 milhões em melhorias e modernização, mas o passivo é muito grande”, relatou Denise, garantindo que a acessibilidade é um dos itens que vem merecendo atenção.

Orientação por funcionários – Sobre a instalação de grades nas laterais do estacionamento para reverter os riscos de acidentes, conforme sugerido durante a visita, ela explicou que intervenções dessa natureza demandam projetos e prazos maiores para análise, uma vez que a rodoviária é tombada pelo patrimônio histórico municipal.

Para o representante do Instituto São Rafael, a impossibilidade de obras de curto prazo não impede que a Codemig se preocupe com o atendimento humano aos passageiros com deficiência. Ananias sugeriu que fossem disponibilizados funcionários treinados para auxiliar os usuários em suas demandas específicas, o que a representante da Codemig acenou como possível em conjunto com o instituto.

O deputado Duarte Bechir apoiou as sugestões de ações emergenciais. Ele adiantou, por outro lado, que a comissão quer realizar uma audiência pública na ALMG sobre as condições do terminal e as possibilidades de intervenções concretas, tendo a Codemig como um dos órgãos convidados. Com Agência Brasil

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