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Site resgata memória das vítimas da ditadura no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba

A memória documental e icnográfica dos que lutaram por liberdade e cidadania no sertão Oeste de Minas Gerais, entre as décadas de 1920 e 1980, pode ser revisitada no site www.heroisdademocracia.com.br.

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O potencial de pesquisa da plataforma é bastante vasto, e remete especialmente ao estado ditatorial instituído em decorrência do golpe civil-militar de 1964, que perdurou até meados da década de 1980.

Promover o acesso ágil às informações de um trecho revolucionário da história mineira e brasileira é o objetivo do portal, desenvolvido pela Prefeitura de Uberlândia a partir do acervo do Arquivo Público Mineiro (APM). Por lá, o público pode buscar pelos documentos das vítimas originárias de cada um dos 66 municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Foram quatro meses de trabalho separando dentre os mais três quilômetros de documentos aqueles que relacionavam nomes de mineiros vindos desta região. A maioria estava entre os processos do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e do Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG).

A concretização desta plataforma, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, surge do processo de prospecção feito pelo autor Luiz Alberto Molinara para seu livro “Lucilia – Rosa Vermelha”. A obra debruça-se sobre a trajetória de um dos principais nomes do movimento contra o regime em Minas Gerais.

Lucilia elegeu-se como vereadora em 1947, uma das primeiras mulheres a assumir tal posto no Estado, e, mesmo passando 50 anos dos seus 98 em Uberaba, foi em São Paulo que consolidou sua forte atuação política, chegando até mesmo a morar com Anita Leocádia Benário Prestes.

As revelações da biografia da feminista e comunista mineira foram as grandes inspirações para o novo site. “Este acervo contribui para elucidar o vigor da ação de libertários triangulinos e do Alto Paranaíba. Militantes dos movimentos sindicais, estudantis e de organizações políticas progressistas foram as principais vítimas da chamada polícia política. Esta ação vai ao encontro com a diretriz do Governo do Estado de regionalização e atenção às demandas do interior”, afirma o superintende do APM, Thiago Veloso Vitral.

Para a secretária de Cultura de Uberlândia, Iara Helena Magalhães, o acesso à informação é princípio fundamental à solidificação da democracia e à plenitude do Estado de Direito. “Até há pouco a história era escrita somente pelos “vitoriosos”. Com os avanços da cidadania, pesquisadores, arquivos públicos, universidades e a internet têm contribuído, imensamente, para se ter esta memória revista em um momento tão delicado de nossa democracia”, afirma.

Arquivo Público Mineiro
Criado em Ouro Preto, em 1895, o Arquivo Público Mineiro é a instituição cultural mais antiga de Minas Gerais – possui atualmente 121 anos. Ele é responsável pela gestão do patrimônio arquivístico produzido pelo Poder Executivo do Estado e dos documentos privados de interesse público e social.

Seu acervo reúne milhares de manuscritos, impressos, mapas, fotografias, filmes, livros, periódicos, entre outros documentos, abrangendo desde o século XVIII até o século XXI. Localizada na Avenida João Pinheiro, 372, a casa que hoje abriga o Arquivo Público Mineiro integra o patrimônio arquitetônico de Belo Horizonte e faz parte do Circuito Liberdade. Com Agência Minas

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