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Especialista alerta que o álcool é a origem do uso de drogas

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O psiquiatra, psicanalista e membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e Outras Drogas, Sérgio de Paula Ramos, aponta que o álcool é o principal responsável pelo consumo e o uso de drogas no Brasil e no mundo. O especialista fez a palestra magna da abertura do Ciclo de Debates Políticas sobre Drogas e a Juventude: Prevenção, o “X” da Questão, no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na noite de quinta-feira (25).

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Em sua apresentação, ele alertou para a complexidade da presença do álcool na sociedade brasileira. Para o especialista, o primeiro contato com as drogas começa na adolescência, por meio do exemplo dado por pais e familiares. Dessa forma, ele defende que assim como tem sido feito com o combate ao tabaco, é preciso informar mais e melhor, restringir o acesso e o uso, assim como proibir a propaganda de bebidas alcoólicas.

Segundo Sérgio de Paula Ramos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o uso nocivo do álcool resulta em 2,5 milhões de mortes a cada ano, sendo o terceiro maior causador de perdas de jovens no mundo. Ele defendeu que toda criança e adolescente tem direto a uma vida familiar, protegida de conseqüências negativas do consumo de álcool, assim como direito ao acesso ao tratamento e a políticas públicas que os livrem da pressão pelo consumo de bebidas alcoólicas. “As orientações da OMS são: regular o mercado de bebidas, principalmente para os jovens; regular a disponibilidade e o acesso às bebidas; implementar políticas apropriadas sobre os riscos de beber e dirigir; taxar e aumentar o preço do produto; e desenvolver políticas públicas de combate ao uso”, sugeriu.

Ainda em sua palestra, ele explicou que, nos Estados Unidos, o consumo de bebidas alcoólicas vem caindo pela efetividade das políticas públicas. De acordo com ele, em 20 anos, a redução teria atingido 50% dos jovens. O resultado passaria pelo aumento da percepção de risco do consumo, o que a publicidade brasileira não permite. “No Brasil, os dados de álcool e violência são alarmantes. Entre os suicidas, 36% tem alcoolemia; 47% dos envolvidos em agressão física estavam alcoolizados; 55% das mulheres agredidas tinham em seus agressores o envolvimento com bebidas; assim como 76% dos processos criminais e 81% das vítimas fatais em acidentes de trânsito estão ligados ao consumo nocivo do álcool”, descreveu.

O palestrante criticou, também, o código de regulação publicitária em relação ao uso de bebidas alcoólicas, que não protegeria o público-alvo da indústria de bebidas, que é formado por jovens, mulheres e idosos.

Maconha – Outra preocupação do psiquiatra é o aumento excessivo do uso da maconha, cuja legalização vem ganhando força em todo o mundo. No Brasil, disse ele, 62% das pessoas que experimentam maconha o fazem antes dos 18 anos. “Isso gera prejuízo do desempenho escolar, causa dependência, aumenta a chance de envolvimento com outras drogas e apresentar sintomas psiquiátricos”, reforçou. Ao final, ele lamentou que a indústria, em busca de vantagens financeiras, vem transformando a legalização da maconha como uma forma de substituir o mercado do tabaco. “A indústria da maconha vai movimentar cerca de R$ 300 bilhões ao ano, se for legalizada”, alertou.

Riscos do uso do álcool também preocupa deputados e autoridades
O presidente da Comissão de Prevenção e Combate ao Uso de Crack e Outras Drogas, deputado Antônio Jorge (PPS), falando em nome do presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), destacou que o principal problema das drogas passa pelo consumo excessivo e precoce de álcool, em especial entre os jovens. Também para ele, as bebidas alcoólicas são a porta de entrada para as outras substâncias ilícitas. “A violência dos dias atuais está quase sempre ligada ao tráfico de drogas. Por isso, temos que buscar a prevenção, que passa pela educação e pelo efetivo diagnóstico e tratamento dos dependentes”, disse.

A deputada Ione Pinheiro (DEM) reforçou que o problema atinge as famílias mineiras e brasileiras e que é preciso refletir sobre como combater o álcool e as drogas, que estão trazendo sofrimento para a sociedade. O deputado Missionário Márcio Santiago (PTB) concordou com a colega e defendeu o tratamento médico e técnico em conjunto com o cuidado espiritual.

Desafio
A secretária municipal de Políticas Sociais de Belo Horizonte, Luzia Ferreira, disse que a Prefeitura da Capital conta com políticas que trabalham a prevenção ao uso de drogas e mostram como o desafio é grande, uma vez que exige uma mobilização permanente de todos os setores da sociedade. “Infelizmente, o que vemos é que o uso do álcool tem iniciado cada vez mais cedo e levado ao consumo e envolvimento com outras drogas”, lamentou.

O subsecretário de Estado de Políticas sobre Drogas, Rafael Miranda; o presidente do Conselho de Políticas sobre Drogas, Aloísio Andrade; e o coordenador de Combate e Repressão ao Tráfico de Entorpecentes do Ministério Público, Jorge Tobias de Souza, destacaram a importância da prevenção e da luta para afastar os jovens das drogas e se disseram engajados na luta contra o uso de substâncias ilícitas. Com informações da ALMG

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