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Cafeicultor atendido pela Emater-MG ganha viagem à Colômbia após vencer concurso de qualidade

Divulgação/Atlantica Coffee

Uma experiência única. Foi assim que o agricultor familiar Celso Antônio de Oliveira definiu a recente viagem que fez à Colômbia. Ele produz café no município de Manhuaçu e, no ano passado, foi o vencedor da região das Matas de Minas no 13º Concurso de Qualidades dos Cafés de Minas Gerais.

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O concurso é promovido anualmente pela Emater-MG, em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas e a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe).

A viagem foi um prêmio que o agricultor recebeu pela vitória e foi patrocinada pela Atlantica Coffee, empresa do grupo Montesanto Tavares. A Colômbia foi escolhida por ser reconhecida mundialmente pela qualidade do café que produz.

Além do produtor de Manhuaçu, os três vencedores das outras regiões produtoras de café em Minas Gerais (Cerrado, Chapadas de Minas e Sul de Minas) também tiveram direito à viagem oferecida pelo patrocinador e apoiador do concurso. Foram premiados aqueles que obtiveram a maior pontuação na competição, de acordo com as normas da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA).

“Não tem dinheiro que pague o conhecimento que recebi nessa viagem. Foi uma oportunidade única que levarei para o resto da minha vida. Eu nunca imaginei que teria uma oportunidade como essa. Nunca pensei que viajaria para tão longe. Vai ser um estímulo para a minha vida e a dos meus filhos, para eles continuarem fazendo um café de qualidade”, disse Celso Antônio de Oliveira, cafeicultor.

Celso trabalha com café desde muito jovem, herança do pai e do avô. A partir de 2009, passou a se dedicar aos cafés especiais.
O agricultor familiar recebe assistência técnica da Emater-MG na produção de café há mais de 10 anos.

No concurso do ano passado, ele concorreu na categoria Cereja Natural. O produtor começou a investir em cafés de qualidade superior após o incentivo dos técnicos da empresa para que ele participasse dos concursos. Na viagem à Colômbia, o agricultor foi acompanhado do técnico da Emater-MG, Valdeci Soares.

“O que mais chamou a atenção foi o tamanho das propriedades. A maioria é de apenas um hectare. E mesmo assim, todos já fazem a secagem o café descascado, o que melhora a qualidade. Muitos também utilizam estufa. Lá eles também fazem a coleta seletiva apenas dos melhores grãos. Outro aspecto que chamou a atenção foi a organização da associação dos produtores”, comenta o técnico sobre o intercâmbio na Colômbia.

A viagem
Realizada no final de maio, a viagem teve o objetivo de compartilhar as práticas cafeeiras desenvolvidas no país, produtor de cafés especiais, além de permitir a troca de informações e de conhecimento da cultura colombiana. Além de Celso Oliveira, o vencedor da categoria Cereja Descascado, Ruggero Pisa Simonini Spadas, da CBI Agropecuária Ltda, do município Minas Nova, também vivenciou a experiência no país vizinho.

Os ganhadores conheceram a capital Bogotá e seguiram para Nariño, em Pasto, onde visitaram a Fazenda El Obraje e a Cooperativa de Cafés Especiais de Nariño. Os cafés especiais são novidade na região. No passado, o plantio de drogas, como a folha de coca e papoulas, fez com que fosse perigoso viver em comunidades rurais. Agora, as comunidades agrícolas estão investindo na cafeicultura sustentável, pensando no futuro.

Os ganhadores também visitaram a Fazenda Paraíso, a Reserva Indígena Aponte e a Laguna de la Poncha. A comunidade de Aponte é uma aldeia de índios do grupo Inga, com raízes Incas. Eles cultivam café especial dando atenção para lavagem e secagem. Os tipos mais detalhados do processamento são atividades novas para eles.

Com a Companhia Exportadora La Meseta e a contribuição da Ally Coffee, outra empresa do grupo Montesanto Tavares, a comunidade constrói terreiros suspensos para secagem do café. Eles também estão experimentando o processo de Honey, com os semi lavado, mas sem água (retiram a polpa e deixam a mucilagem). Por fim, encerraram as visitas saboreando o produto final, nas tradicionais cafeterias colombianas.

De acordo com o coordenador de Sustentabilidade do grupo Montesanto Tavares, Thiago Franco, responsável por processos de certificações de cafés na holding, a viagem superou as expectativas.

“Os visitantes puderam aprender as práticas de cultivo do país e deixar o que sabem. Foi gratificante promover esse intercâmbio entre Minas Gerais e este país que possui 34 estados, sendo que 15 deles possuem plantios de café. Todas as terras de café na Colômbia estão nas montanhas dos Andes e as maiores fazendas estão localizadas em lugares muito íngremes”, afirma Franco.

Como apoiadora e patrocinadora do 13º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, realizado em dezembro de 2016, a Atlantica Coffee comprou os lotes campeões das categorias Natural e Cereja descascado ou desmucilado por um preço especial de US$ 800,00 a saca de 60 kg, sendo que cada lote tem 10 sacas, além de comprar os cafés dos finalistas com notas de 84 pontos e acima, de acordo com as normas da SCAA e que atenderam o padrão de qualidade exigido pela empresa.

Os três primeiros colocados de cada uma das regiões cafeeiras receberam uma premiação em dinheiro. Ao todo, foram R$ 36 mil, distribuídos entre os três melhores posicionados de cada região. Os 24 vencedores do concurso receberam, ainda, um troféu feito de mogno africano, proveniente das florestas plantadas pelo grupo Montesanto Tavares.

Concurso
O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais é dividido em duas categorias. A primeira é a Café Natural, que trata do grão recém-colhido que, após passar por um processo de lavagem, é levado para secar. A outra categoria é a do Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado. Estes tipos de café são lavados e há uma separação dos frutos verdes e secos dos frutos maduros. Depois, eles passam por um descascador para só depois seguir para secagem.

Entre os finalistas foram selecionados os três melhores cafés em cada uma das duas categorias, levando em conta cada uma das quatro regiões produtoras: Sul de Minas, Chapadas de Minas, Cerrado Mineiro e Matas de Minas.

A seleção dos finalistas foi feita por especialistas de empresas públicas e privadas com base em análises físicas e sensoriais. As provas foram realizadas no Centro de Excelência do Café, em Machado, no Sul de Minas Gerais. No ano passado, a novidade no critério de avaliação foi a inclusão da avaliação socioambiental na etapa final das análises. Nas próximas semanas será divulgado o regulamento da edição de 2017. Com Agência Minas

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