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Dalva Frágula

dvfraEstou em silêncio. Escrevo para encontrar uma música que acaba de findar. Estou triste e ao mesmo tempo devo dizer que agradecida. Minha amiga e sempre admirada Dalva Frágula acaba de falecer. Sempre peço a Deus que não deixe meus amigos sofrerem na hora última.

Dalva morreu no dia de Santa Cecília, padroeira da música. Ela era sua devota. Quando passou mal estava cantando/regendo o Hino à Santa Cecília. Agora poderá reger o coro “de lá” que tem vozes lindas como a do saudoso Mário Lúcio.

Em 2012, eu e Júlio publicamos o livro “Meio século de sol”. Era o jubileu de ouro do Coral Nossa Senhora da Piedade. Dez anos se passaram. Dalva regeu este coral por 55 anos! Sua vida se confunde com a vida deste grupo.

“Além das exigências musicais, um bom regente deve ser educador, com profundo conhecimento da técnica e vigor interpretativo. Deve dominar a fonética de vários idiomas, conhecendo o estilo de declamação de cada um e sentindo o espírito sonoro do mesmo. Além disso, deve ter conhecimento dos antigos estilos. Deve fazer o coro soar como um único instrumento, demonstrando na prática suas qualidades essenciais: afinação, qualidade de vozes, harmonia e dicção, adequação estilística do fraseado musical, exata dosagem dos planos e riqueza dinâmica. São qualidades que não faltam às duas únicas regentes que o Coral Nossa Senhora da Piedade teve ao longo destes cinquenta anos de existência.” Pág 237

A maioria dos coristas atribuem a existência do coral por tanto tempo à competência, entusiasmo, zelo, liderança e incentivo da atual maestrina Dalva Frágula, há cinquenta e cinco anos a frente do coro.

O que nós escrevemos sobre Dalva Frágula no livro pode ser reescrito em 2012 acrescentando apenas mais adjetivos a esta sua incansável busca de harmonia musical e louvor a Deus:

“Podemos afirmar que a vida do coral se confunde com a vida de Dalva Frágula. Mesmo sendo lembrada por sua braveza e seriedade na direção do grupo, é sua alma verdadeira, seu espírito bondoso, sua inteligência musical impecável, sua franqueza, sua espontânea e constante amizade é que são citados unanimemente como retrato de seu caráter peculiar. Em Dalva, o coral tem seu alicerce, seu porto seguro, sua referência. Sem receber salário algum, Dalva se dedica ao trabalho de regente por amor.A contribuição de Dalva Frágula à música de Pará de Minas não se restringiu ao coral. Durante vários anos, Dalva foi professora de Canto Orfeônico transmitindo o gosto pelo canto e as suas técnicas a toda uma geração de jovens que, seguindo o caminho da música ou não, reconhecem o valor de seus ensinamentos… Dalva raras vezes se ausentou. Nas ocasiões de suas viagens, o coro geralmente aproveita para um descanso…” Pág 239/240

 
Exuberante, forte, encantadora, abnegada, impressionante, incrível, completa, extraordinária, firme,  competente, admirável, generosa, determinada, disciplinada, dedicada, justa, franca, brava, incansável e amiga.
 
Pará de Minas saberá ouvir a música que Dalva tanto ensinou, tanto amou!
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“Muito gratificante. A gente teve muitas alegrias e um aprendizado muito grande. Nem imaginava que chegaria aos 50 anos. Se for contar com o corinho, é mais tempo ainda. Se Deus quiser, a gente vai andar muito ainda. A gente louva a Deus por esse tempo todo, por tanta coisa boa que a gente teve. É bom demais, faz parte da minha vida. Sem ele minha vida seria outra. Essa união da turma, essa alegria é muito bom. Eu não me vejo sem o coral.” Dalva Frágula  Pág. 197 e 200

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