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Estudo da Emater-MG faz ‘radiografia’ da Serra da Piedade

serrapiedade
A Serra da Piedade, um dos maiores patrimônios naturais e culturais de Minas Gerais, passou por um amplo processo de identificação de suas características e potencialidades elaborado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG). O trabalho foi desenvolvido a pedido da Arquidiocese de Belo Horizonte e realizado em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e com o Instituto BioAtlântica (IBIO).

Localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Serra abriga o Santuário de Nossa Senhora da Piedade e possui cenário de beleza natural que chega a uma altitude de 1.746 metros. O estudo identificou as unidades de paisagem e aponta que o entorno da Serra também possui aptidão para produção agrícola, de forma sustentável. A área da Serra da Piedade e o seu entorno abrangem os municípios de Caeté, Nova União de Minas e Taquaraçu de Minas.

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De acordo com o coordenador técnico estadual da Emater-MG, Maurício Fernandes, o objetivo do projeto é identificar as diferentes áreas existentes para, assim, apontar as melhores atividades que podem ser implantadas de acordo com as potencialidades e limitações da região. “A metodologia utilizada analisou o meio físico, biótico (fauna e flora) e antrópico (ação humana) e teve duas etapas. Primeiro, uma avaliação por imagens via satélite e, em seguida, análise de campo. A partir dos estudos foi gerado um mapa integrado da Serra e um relatório técnico”, destaca.

A análise mostra que a Serra da Piedade possui três unidades de geossistemas: terraços, maciços e a terceira formada por colinas, diques, terraços e planícies fluviais. A unidade de colinas, diques, terraços e planícies fluviais, apresenta nove variações diferentes e cada uma é apropriada para determinada atividade.

“Nessas nove variações identificamos potencial para, por exemplo, o cultivo de culturas permanentes, como pastagens, fruticultura e silvicultura sob sistemas de controle de erosão adequados. Nessa unidade também existem áreas que podem receber o cultivo de hortaliças, olericultura e cereais, entre outros”, explica o coordenador técnico.

Identificada como terraço, unidade que apresenta antigas planícies fluviais que antigamente possuíam um curso d´água que fluía em maior quantidade, tem grande aptidão para olericultura e cereais. Já a unidade de maciço contém relevos acidentados e solo que limita a atividade agrícola. “No maciço da Serra da Piedade não é possível ter atividade agrícola, mas a beleza cênica associada à biodiversidade ambiental potencializa atividades relacionadas à proteção ambiental, além do ecoturismo e educação ambiental”, ressalta Maurício.

O aumento de sítios e condomínios rurais na Região Metropolitana gera também um crescimento de atividades agrícolas. Segundo o coordenador da Emater–MG, além de favorecer a economia local, a produção agrícola gerada também é necessária para o abastecimento de alimentos da região.

A próxima etapa do projeto é realizar um detalhamento técnico das unidades de paisagem e elaborar um planejamento de atividades, considerando a aptidão apontada para cada área. “O foco é o desenvolvimento sustentável da região”, conclui Maurício Fernandes.

Caracterização de paisagens vira livro

A Emater–MG lançou no último ano o livro “Minas Gerais: Caracterização de Unidades de Paisagem”. Com o trabalho é possível identificar, por exemplo, os solos com maior aptidão para atividades agropecuárias e até quais as áreas com maior risco de inundações ou deslizamentos nos períodos chuvosos.

“A caracterização de ecossistemas é essencial para a elaboração de políticas públicas e privadas voltadas para o desenvolvimento sustentável, pois auxilia os administradores a identificar as limitações, as potencialidades e as alternativas econômicas de cada região”, destaca o coordenador da Emater-MG e autor do livro, Maurício Fernandes.

A publicação também contou com a participação de uma equipe da área ambiental da Emater–MG: Jane Terezinha da Costa Pereira Leal, Márcio Stoduto de Mello, Marco Aurélio Borba Moreira e Ana Cláudia Miranda P. Albanez. Com Agência Minas

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