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Investimentos em tecnologia aumenta competitividade e melhora a vida no campo

Divulgação/Emater-MG

A utilização de equipamentos de precisão que permitem poupar insumos e reduzir impactos no meio ambiente não é mais privilégio dos grandes produtores. A tecnologia digital tem impulsionado o agronegócio em Minas Gerais, melhorando a qualidade dos produtos, aumentando a competitividade e elevando a renda no campo.

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O Governo de Minas Gerais tem estimulado este movimento no meio rural e ampliado a utilização da tecnologia de ponta nas empresas e autarquias relacionadas à assistência, pesquisa e fiscalização do agronegócio no estado.

Exemplo disso é o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que  deu início, em março, à certificação das Granjas Reprodutoras de Suídeos Certificados (GRSCs) com a utilização de tecnologia em dispositivo móvel, desenvolvida pelo próprio Instituto. Até então, o trabalho de campo para essa certificação era feito em formulários impressos.

Minas possui o quarto maior rebanho nacional de suínos, com cerca de 5,1 milhões de animais e o terceiro maior rebanho de matrizes fêmeas em reprodução, com 308.854 animais. No estado, há 29 dessas granjas que abrigam cerca de 39 mil reprodutores de suídeos certificados.

O uso da nova tecnologia trará transparência e agilidade ao processo de supervisão para a certificação das 29 GRSCs. De acordo com o assessor da Diretoria Técnica do IMA, Bruno de Melo, o uso do dispositivo móvel padroniza as atividades, facilitando o trabalho dos fiscais no campo.

O diretor-geral do IMA, Marcílio Magalhães, ressalta que o instituto vem investindo em novas tecnologias para o aprimoramento das ações desenvolvidas pela autarquia.

“Lançamos o Portal do Produtor no qual os próprios pecuaristas e agricultores podem emitir pela internet, por meio de senha pessoal, documentos que anteriormente somente eram obtidos presencialmente junto ao IMA”, observa o diretor-geral.

Pesquisas científicas
“Hoje, a maioria dos pequenos produtores compreende a necessidade, o valor e a velocidade das informações no mundo atual. O uso de smartphones, tablets, notebooks se tornou comum nas regiões rurais”, afirma o gerente da Divisão de Inovação e Tecnologia Ambiental (Diati) da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), João Carlos Guimarães.

Segundo Guimarães, recentemente, a Emater-MG adquiriu dois VANTs, um tipo de drone utilizado para a realização de pesquisas científicas e experimentos, diferente dos modelos mais conhecidos, destinados ao lazer.

“O objetivo inicial é fazer o mapeamento do parque cafeeiro do estado. Posteriormente, a ferramenta será disponibilizada para auxiliar os produtores rurais familiares por meio da assistência técnica”, explica  o gerente.

Agricultura familiar
Nas pequenas lavouras de café, a utilização de equipamentos de ponta e da tecnologia digital tem contribuído para a obtenção de grãos com maior valor agregado, o que tem atraído compradores de outros países.

O produtor Ademilson Borges investiu em tecnologia para a melhorar qualidade do café  (Crédito: Arquivo Pessoal/Ademilson Borges)

É o caso do produtor de café Ademilson Noiman Borges, de São Gonçalo do Sapucaí, no Território Sul.
Ele conta que, em 2008, quando passou a administrar a propriedade rural da família, sentiu a necessidade de modernizar os processos para elevar a produção.

“Queria aumentar a competitividade do café porque os compradores internacionais chegam a pagar até cinco vezes mais pelo produto em relação ao preço praticado no mercado interno”, destaca Borges.

Para isso, ele informatizou toda a parte administrativa e adquiriu equipamentos de última geração para usar na lavoura. “Comprei um medidor de umidade para selecionar os melhores grãos e foquei no segmento cafés especiais. Ao mesmo tempo, passei a usar uma plataforma virtual que me permite negociar diretamente com torrefadores de café de todo o mundo”, acrescenta.

O investimento valeu a pena. “Em dez anos, consegui elevar a produção anual de 70 para 370 sacas. Cerca de 60% vão para o mercado externo. Neste ano, pretendo chegar a 740 sacas. Quero construir uma estufa para facilitar a colheita seletiva e obter grãos ainda melhores”, afirma o produtor, que tem buscado conscientizar outros agricultores da região quanto à importância de se aderir às novas tecnologias.

Redes sociais
Em 1993, o pai do produtor rural, Alessandro Alves Hervaz, trocou a produção de leite no interior de São Paulo para investir na lavoura de café, em São Gonçalo do Sapucaí. “Naquela época, a internet era pouco difundida e a comunicação via celular era difícil”, conta.

“Buscamos o apoio da Emater-MG para conhecer melhor a atividade. Depois, começamos a investir em tecnologia e, com a melhoria do acesso à internet, as coisas ficaram mais fáceis. Atualmente, as redes sociais são um canal importante para vender nosso café para outros países”, frisa Hervaz. “Hoje, se o pequeno produtor falar inglês e tiver acesso à internet, ele consegue competir com qualquer grande fazenda”, salienta.

Sucessão familiar
De acordo com João Carlos Guimarães, a utilização da tecnologia digital também tem contribuído para o aumento dos índices de sucessão no campo.“Com a melhoria da renda, os jovens, que têm mais intimidade com a tecnologia, querem permanecer na atividade rural”, assegura.

Plataformas online
O acesso a informações via plataformas móbile digitais tem auxiliado na gestão dos empreendimentos em tempo real, além de oferecer serviços ligados à automação dos processos produtivos.

Segundo Guimarães, atualmente, a Emater-MG possui um sistema on-line de fertilidade do solo. Trata-se de um software que auxilia os extensionistas a orientar os agricultores familiares. A ferramenta ainda gera um banco de dados com informações sobre a fertilidade do solo do território mineiro.

Outro serviço oferecido pela empresa é uma plataforma on-line que permite consultar o preço recebido pelo produtor. “Também temos o Informativo Conjuntural, que é um boletim mensal com análises de comportamento da produção e de mercado de alguns produtos agropecuários, como algodão, banana, café, milho, soja, tomate, boi gordo, frango e ovos, leite, peixe e suíno”, destaca o gerente do Diati.

Termo de cooperação técnica
No último mês de dezembro, a Emater-MG assinou um termo de cooperação com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Informática) para transferência e customização de sistemas de informação desenvolvidos pela estatal federal para a empresa pública mineira.

Por meio do convênio, a Emater-MG terá acesso a tecnologias digitais da Embrapa a fim de facilitar a disseminação de informações resultantes de pesquisa para os agricultores e produtores. Entre os aplicativos que serão disponibilizados estão o WebAgritecAgritempoSislaSatVegPlaneja e o Web Ambiente. Com Agência Minas

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