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Ser… tão!

sertao“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito – por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava. Ao clarear do dia.(Grande Sertão: Veredas – pág 334 – João Guimarães Rosa)

Longe de mim a ousadia de interpretar Guimarães. Mas estou parada, pregada neste trecho. Minha alma está ouvindo. E quando ela está ouvindo devo fazer silêncio. Então estou escrevendo soletrando. Ela precisa saborear esta sopa de letras. Letra por letra. Acho que o sertão é feito de silêncio, por isto, nascem estas frases assim. O que se aprende neste “Grande Sertão”? Mergulho na alma. O sertão é a gente. Somos tão iguais e tão diferentes! Tão bons e tão ruins. Tão fortes e tão francos. E tão sozinhos… Caminhos de poeira, nosso caminho de compostela. Queremos um rumo. Coragem! Uma luz para mostrar o caminho. Estrada de pedra. Vento que remexe tudo. Pode esconder mesmo o “coisa ruim”, mas pode ter cor de capim, frescor de pasto, alimento. Vento corre em qualquer canto. Temos que ler Guimarães. Dá uma coragem! Espelho. Ver ajuda a entender. É claro que às vezes cansa. Mas, coragem! O sertão é isto. A vida também. Então pra quê ficar perdendo tempo com coisa pouca? O dia acende e apaga…
Tem uma moça que trabalha comigo que vive a repetir: coragem! De tanto dizer a palavra tornou-se seu adjetivo. Um sobrenome. Até mesmo um nome. E ela vai limpando com coragem e alegria. Terá ela lido Guimarães Rosa? Pode ser!
Há um sertão a ser desbravado. Que armas levar nesta empreitada? Careço mesmo de apagar a luz e garantir desta forma ver a luzinha só vista no escuro. Ignorância.

“Não é só no escuro que a gente percebe a luzinha dividida? Eu quero ver essas águas, a lume de lua…” (Grande Sertão: Veredas – pág 325 – João Guimarães Rosa)

Que assim seja. Estou aprendendo este sertão. Não posso ousar ir de qualquer jeito. Devagar. Devagar. De vagar.
Volto depois do meu sertão. Até. Mire veja.

“ … Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não formam terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso me alegra, montão.” (Grande Sertão: Veredas – pág 39 – João Guimarães Rosa)

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