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O fim do livro?

ofimdolivroHouve um tempo em que o homem temia o livro. Ele significava o conhecimento. Era a maçã do paraíso. O homem poderia ser sucumbido pelo saber. Isso não aconteceu.
Quando estava fazendo o curso de História, assisti a um debate caloroso profetizando o fim do livro que seria substituído pelo computador e seus e-books. Muitos foram também os que acreditavam que o rádio teria seu fim com o advento da televisão e o teatro não sobreviveria. Quando surgiu o vídeo, ele significava para outros tantos o fim do cinema assim como o DVD substituindo o vídeo, o disco, perdendo para as fitas cassetes, depois para o CD, logo depois para o MP3; o e-mail toma o lugar das cartas e até do telefone e por aí vai…
O que acontece é que não tem TV, DVD ou o que venha depois que substitua a característica única do rádio de comunicar com rapidez sem que a pessoa precise estar com os olhos ocupados. Assim como, mesmo com toda evolução do som, há quem ainda colecione discos de vinil por sua característica única de trazer informações, fotos. Existem artistas que também sentem saudade do vinil porque até que chegassem as outras mídias a pirataria não era tão fácil. Já inventaram até teclado de computador que imita o barulho da máquina de datilografia.
O que vemos são profecias que se processam e outras não. As coisas sofrem ajustes, adaptações. É a lei que diz: Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Ganham status em função da moda, ganham luzes, brilhos, incentivos comerciais. Depois vão sobrevivendo sem holofotes.
Não creio no fim. Creio no desenvolvimento, na evolução, até na regressão. Desta forma, vejo a vida sobre a óptica da constância. Pode ser uma visão utópica, romântica. A imagem que me ocorre é do oito, símbolo do infinito.
Mesmo as barbáries que andam ocorrendo pelo mundo afora não estão profetizando o fim. Já houve quem dissesse que estamos a um passo das cavernas. De qualquer maneira, podemos viver melhores se pudermos conviver de maneira total com as possibilidades: como o homem, com a máquina, com a imagem, a imaginação.
Há um lugar ao sol para todos neste mundo de bytes e porteiras, neste mundo global e provinciano. Assim ficará o livro.

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