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Diário de Uma Terra de Riqueza e Esperança – Parte 3

areqamO vôo que nos levou de Lima, a capital peruana, até Arequipa, situada ao sul do país, partiu exatamente na hora marcada, demonstrando tanto a pontualidade quanto a organização presentes no Aeroporto Internacional Jorge Chávez, e durou pouco mais de uma hora, apesar de termos vencido, pelo ar, quase mil quilômetros de distância, e anotamos em nosso diário que foram momentos tranquilos, sem quaisquer turbulências, em um dia de céu azul intenso.

Fundada em 15 de agosto de 1540 pelo explorador espanhol Francisco Pizarro, no local de uma antiga cidadela inca, Arequipa está situada numa área sujeita a manifestações sísmicas e vulcânicas, devido à pressão entre as placas tectônicas da América Latina e do Oceano Pacífico.

Aliás, fazem parte da história do planeta dois grandes terremotos ocorridos na região nos séculos dezessete e dezoito, que destruíram grande parte da cidade, inclusive a Basílica Catedral, um dos pontos turísticos que visitaríamos em nossos dois dias por aquelas paragens.

A origem do nome Arequipa, anotamos em nosso diário, teria raízes no idioma quéchua, falado pelo povo inca, contando os historiadores locais que quando o governante inca Mayta Capa chegou à região ficou encantado com o lugar e exclamou em sua língua nativa “Ari quipa!”, que, em português, pode ser traduzido como “fiquemos aqui”.

Resolvemos fazer o nosso primeiro passeio a Arequipa por nossa própria conta, quer dizer, sem fazer uso dos serviços dos guias locais. É que naquela manhã estávamos com espíritos desbravadores, e ansiosos por fazer contato com os “hermanos” daquela bela cidade, a segunda maior do Peru, e que fica a mais de 2.000 metros de altitude, aos pés do vulcão El Misti, um gigante de quase seis mil metros de altura com picos nevados.

Além disso, pelas redondezas da cidade, teríamos a oportunidade de contemplar também vales, montanhas, canyons e outros vulcões, como o Chachani, com mais de seis mil metros de altura, e o Pichu Picchu, com mais de cinco mil metros e meio de altura, que ofereciam cenários nevados de encher os olhos.

Arequipa é conhecida também como “A Cidade Branca”, ou, em espanhol “La Ciudad Blanca”, não por seus impressionantes montes nevados, mas sim por suas construções haverem sido feitas com uma pedra de origem vulcânica, bem clarinha, denominada sillar, retirada do vulcão Chachani.

Fazendo o percurso a pé em direção ao Centro Histórico de Arequipa, percebemos que as ruas da cidade fervilhavam de gente e de carros…

E à medida que íamos nos aproximando mais do Centro Histórico, tomávamos contato com construções majestosas e muito antigas.

areqam2Um dos grandes destaques da cidade é a Igreja de São Francisco que também chegou a ser quase totalmente destruída séculos atrás pelos constantes abalos sísmicos na região.

No ano 2000, o Centro Histórico de Arequipa foi inscrito na lista dos Patrimônios Mundiais da Humanidade, devido à sua arquitetura peculiar construída à base de sillar.

Assim como em Lima, o maior destaque de Arequipa fica por conta da Praça de Armas, considerada inclusive uma das mais belas do país, revelando uma perfeita harmonia entre as características nativas e a cultura européia.

Bem no coração do Centro Histórico de Arequipa, defronte à sua majestosa Catedral Basílica, um dos primeiros monumentos do século XVII na cidade, fomos abordados por um transeunte, que, nem haveríamos percebido, a não ser ele nos tivesse revelado, já vinha nos observando fazia algum tempo.

Falando Português com grande desenvoltura, o cidadão se apresentou como um estudioso do nosso idioma, e disse haver percebido que éramos brasileiros por nossa aparência.

Foi assim que ganhamos um novo amigo e um guia muito especial, que se ofereceu para nos mostrar um pouco mais dos pontos principais do Centro Histórico de Arequipa.

Sem maiores delongas, o Sr. Francisco Salázar foi dizendo que um de seus grandes sonhos era visitar o Brasil, e quem sabe exercer sua profissão por aqui – ele disse ser formado em Medicina, dedicando-se à clínica geral.
 
Casado, pai de uma menina, se mostrou também um profundo defensor dos valores familiares e cristãos, além de valorizar muito a Arte, a Cultura, e a História de seu país, que, segundo ele, tem um povo sofrido, mas honesto e trabalhador – já abrindo parênteses, e anotando em nosso diário, é verdade – durante toda a nossa estadia no Peru pudemos comprovar que os peruanos são, além de acolhedores, gente honesta e que luta muito pelo pão de cada dia.

Francisco queria nos explicar um pouco mais sobre o jeito de ser do povo peruano. Aceitamos…

                                                              (continua)

Quer saber mais sobre nossas aventuras no Peru? Acesse AQUI, e clique no link “assistir programas”, e depois no link da “quinta temporada”, a partir do episódio 5.14, e até o episódio 5.39.
 

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