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Detentas de Pouso Alegre entregam mais de oito mil camisas femininas do sistema prisional

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O Almoxarifado Central, em Belo Horizonte, recebeu, neste mês, um lote de 8.759 camisas femininas do uniforme. As peças são preparadas para utilização por detentas que cumprem pena ou aguardam julgamento em unidades da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap).

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A remessa, enviada do Presídio de Pouso Alegre, no Território Sul, é fruto do trabalho de oito mulheres privadas de liberdade que, dentro de um galpão com 150 m², instalado na unidade prisional, produzem cerca de 1.450 camisetas por mês.

De acordo com a superintendente de Atendimento ao Preso, Louise Leite, esta importante ação permite às mulheres preservar a feminilidade e resgatar a autoestima, mesmo com a privação de liberdade. “Antes da criação dos uniformes femininos, elas usavam as mesmas blusas, calças e bermudas que os homens”, lembra a superintendente. Os novos uniformes foram lançados oficialmente este ano, no Dia Internacional da Mulher.

Todas as etapas da produção são realizadas pelas detentas, iniciada com o corte de malha PV — composta de poliéster e viscose — que chega ao galpão de produção em bobinas de 20 quilos. Com esse trabalho, segundo o diretor-geral do presídio, Sérgio Morais, o Estado passou a fazer uma grande economia. “A folha de pagamento tem um peso muito grande na definição de preços de um produto. Com a produção dentro da unidade, este custo é mínimo”, ressalta Morais.

Pelo serviço, as detentas têm direito a remição de pena, ou seja, para cada três dias de trabalho, um a menos na condenação. Além disso, recebem R$ 2 por peça produzida, o que representa, por mês, aproximadamente R$ 500.

Mão de obra
O galpão é equipado com seis diferentes máquinas de costura e uma cortadeira de tecidos. Neste espaço trabalham oito detentas, em um local separado dois presos cuidam da silkagem das camisetas, nas quais aplicam a sigla do sistema prisional.

Produção e formação de mão de obra especializada caminham juntas na fábrica de camisetas. A diretora de Atendimento e Ressocialização do presídio, Dayana Botelho, explica que, desde a inauguração do local, sempre houve a preocupação em selecionar detentas com e sem experiência em costura.

“Nossa intenção é prepará-las profissionalmente para quando tiverem liberdade. Existe, entre elas, uma grande solidariedade, todas dominam o processo completo de fabricação”, revela a diretora.

A detenta Mônica dos Santos (31) é uma das instrutoras e “funcionária” da fábrica. Aprendeu a costurar com a avó e a mãe, produziu forro para bancos de automóveis e confeccionou roupa unissex para vender em São Paulo. “Estas experiências me ajudaram bastante. Tenho o maior prazer em ensinar, além de costurar, atuo como professora e gerente de qualidade”, conta.

Thaís Mingareli (23), por sua vez, teve aulas com a Mônica e tem a esperança de, ao deixar a unidade prisional, conseguir emprego em uma confecção. “Nunca me imaginei costurando e, agora, isto representa um novo caminho na minha vida”, afirma. Com Agência Brasil

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