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Agricultura familiar viabiliza vida no campo

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O contato com a natureza e com a terra despertou um novo objetivo de vida em dois jovens casais, que deixaram seus empregos em centros urbanos para viver da agricultura familiar no interior de Minas Gerais.

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Foi o caso de Lara Dias e Alex Santoro. Eles saíram de Belo Horizonte, em 2009, para viver com a família em um sítio em Itapecerica, no Território Oeste. “Minha família é de Itapecerica. Sempre vínhamos visitá-los. Numa dessas visitas, decidimos que voltaríamos para ficar de vez. Tínhamos o terreno e a casa para morar”, conta Lara.

O próximo passo, segundo Lara, seria escolher e iniciar algum tipo de atividade produtiva no terreno. “Meu sobrinho estudava Veterinária na época e me aconselhou a investir na implantação de um plantel de ovelhas. A partir disso começamos a visitar vários criadores de ovelha para entender como funcionava”, relembra.

Contando com a ajuda e a mão de obra de familiares, como a mãe, o sobrinho e o irmão, a agricultora familiar mergulhou no universo da ovinocultura. Cautelosa, ela e a família optaram por investir inicialmente na fabricação de iogurte. “Focamos num produto até aumentar essa produção”. Aos poucos a produção de queijo gourmet foi sendo incorporada.

Ao mesmo tempo, a família também foi se ajeitando à realidade do interior e projetando o futuro. “Se a pessoa tem algum vínculo com o interior ou pedaço de terra, por que não torná-lo produtivo e gerar renda e emprego? Acredito que a agricultura familiar contribui para uma solução econômica no país”, defende Lara.

Fortalecimento
Passado o processo de adaptação e superação das dificuldades inerentes à atividade até então desconhecida pelo casal, hoje a família comemora o desempenho da agroindústria batizada de Sabores da Ovelha. “Participamos de vários cursos oferecidos pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). Também entramos para a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Leiteiros (Abcol)“, comenta Lara.

Outra vantagem apontada pela agricultora é “o valor de mercado agregado ao produto da agricultura familiar, viabilizando o sustento da família, bem como a produção sustentável”. Isso significa aproveitar ao máximo a capacidade do local onde o laticínio está instalado. “Onde comem uma vaca, comem dez ovelhas e isso compensa o pequeno tamanho da propriedade”, justifica.

Lara ressalta a produtividade de seu negócio. Segundo ele, enquanto se gasta de nove a dez litros de leite de vaca para produzir um quilo de queijo, o mesmo produto feito com leite de ovelha consome de quatro a cinco litros. Para fabricar 40 potinhos de iogurtes são necessários cinco litros.

Segundo a produtora, a empresa está indo bem. “Nosso produto está em vários supermercados e empórios de Belo Horizonte, além do interior”, contabiliza. Com isso, ela já consegue cobrir os custos iniciais. Para ela, a participação do agricultor familiar nas feiras livres contribui bastante para a abertura de mercado.

O laticínio produz, em média, 450 potes de iogurtes por dia. Além da produção de leite, há também as geleias de frutas, produzidas pela mãe da empreendedora, que dão sabor ao iogurte de leite de ovelha. No local foi criado também um bistrô para servir pratos feitos de carne de ovelha macho.

A assistência técnica para a criação do laticínio de leite de ovelhas foi prestada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). A empresa também foi cadastrada como agroindústria familiar junto ao Instituto de Agropecuária de Minas Gerais (IMA).

Em Minas há cerca de 670 organizações de agricultura familiar, entre cooperativas, associações, centros comunitários, agroindústrias familiares, sociedade empresarial e centrais de associações.

Alimentos orgânicos
Outra família que resolveu apostar na vida do campo é a do jornalista Daniel Aguilar Galera. Cansado da correria e da falta de tempo de quem vive na cidade grande, Aguilar resolveu se mudar de Belo Horizonte com a mulher e os filhos para um sítio em Botelhos, no Território Sul.

Além de buscar mais qualidade de vida, a ideia, segundo ele, é viver da terra e se unir à atividade da agricultura familiar com a produção inicial de frutas e hortaliças. “Estamos preparando o sítio para produzir alimentos orgânicos, com base na agroecologia. Também queremos produzir lúpulo para fornecer às cervejarias artesanais”, conta o empreendedor.

Para iniciar a atividade, o empreendedor buscou ajuda na Emater da região. “O engenheiro agrônomo da Emater está me dando todo suporte para começar a produção de orgânicos e de forma sustentável”, diz Aguilar.

Fortalecer a agricultura familiar é uma das prioridades do Governo de Minas Gerais. Para isso, o Estado busca garantir que os produtos comercializados pela agricultura familiar tenham qualidade, procedência e valor de mercado.

Desde a criação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda), por meio da Lei Estadual 21.693/2015, várias ações são desenvolvidas para fomentar a atividade. Além das assistências técnica e sanitária oferecidas ao agricultor familiar, outra aposta é intensificar o contato dos produtores com o consumidor, por meio das feiras livres.

Segundo o superintendente de Acesso a Mercado e Comercialização da Seda, Lucas de Oliveira Scarascia, a intenção é movimentar a cadeia produtiva da agricultura familiar, bem como estimular entre os mineiros e as mineiras uma alimentação saudável, seguindo os preceitos da segurança alimentar.

“A agricultura familiar, além de gerar emprego e renda, resgata a cultura dos povos tradicionais presente nos alimentos. Também buscamos colocar essas pessoas em contato com os mercados institucionais, já que os produtos trazem valor agregado”, argumenta Scarascia.

Agricultura familiar em Minas
Dados do censo agropecuário do IBGE de 2006 (o último disponível) mostram que, em Minas Gerais, a população rural representa 14,7% da população total, somando, à época, 2.888.352 pessoas. A agricultura familiar em Minas Gerais é responsável por cerca de 80% dos 550 mil estabelecimentos agropecuários.

Minas Gerais está entre os três estados que mais movimentam recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Na safra 2015-2016, o volume de recursos girou em torno de R$ 2,6 bilhões.

Como se registrar
A agricultora e o agricultor familiar que desejar participar das políticas de crédito e compras públicas pode requisitar a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Criado para identificar o agricultor familiar nas áreas rurais, o documento pode ser emitido por pessoa física ou jurídica e contempla públicos específicos como jovens, mulheres e assentados da reforma agrária.

Para tanto, basta o agricultor ir até um escritório da Emater-MG mais próximo ou a um sindicato de trabalhadores rurais. É necessário ter em mãos a carteira de identidade e o CPF. No caso de pessoas casadas, devem ser apresentados os documentos do cônjuge.

Além dessas informações básicas, o interessado deve levar documentação que permita a análise dos rendimentos da produção. Saiba mais – www.emater.mg.gov.br ou (31)3349-8001/ (31) 3349-8120. Com Agência Minas

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