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Diogo Nogueira festeja 10 anos de carreira com CD inédito

Há exatos dez anos Diogo Nogueira abraçou de forma profissional a carreira de cantor. Embora filho de um dos maiores nomes da história do samba (João Nogueira), Diogo, na juventude, seguiu outro caminho e quase se profissionalizou como jogador de futebol. Ao abandonar o esporte por causa de uma contusão, mergulhou de vez no ambiente musical e acabou por se revelar um excelente sambista. Já são nove trabalhos, entre CDs e DVDs, mais de um milhão de cópias vendidas e muitos hits – só músicas em trilhas de novelas da Rede Globo são 14. “Diogo construiu uma carreira sólida, consistente. Não é aquele tipo de artista de apenas um hit. Ele alcançou consagração junto ao público e à crítica pela relevância do seu trabalho”, afirma Afonso Carvalho, sócio da Música & Mídia Produções, que desde o início é o manager do cantor.

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Em outubro, a Universal Music deve colocar no mercado o novo trabalho de Diogo Nogueira, Munduê. Ao todo, são 14 faixas, todas autorais, algumas em parceria com nomes conhecidos e sambistas da nova geração. O título é o mesmo de uma canção escrita com Hamilton de Holanda e Bruno Barreto. O bandolinista, com quem Diogo fez em 2015 o festejado disco Bossa negra (que ganhou o Latin GRAMMY), também participa da faixa. Lucy Alves é outra convidada – ela canta e toca sua sanfona na bela Mercado popular. Na entrevista a seguir, Diogo Nogueira faz um balanço desta primeira década de trajetória, fala do novo álbum, dos shows que tem feito ao lado de Alcione e Martinho da Vila e de seus projetos no rádio (na Nova Globo FM e na paulistana Transcontinental FM), entre outros temas.

SHOW BUSINESS + SUCESSO! – Faça um breve balanço dos 10 anos de carreira, citando alguns momentos que considera fundamentais nesse período. Mais: O que mudou para melhor e para pior no mercado de samba nesses 10 anos?
Diogo Nogueira – Foram 10 anos que passaram muito rápido, mas ao mesmo tempo conseguimos realizar muitos projetos e me sinto um privilegiado com tudo que tem acontecido comigo, com a minha carreira. Entre os momentos marcantes nessa caminhada, citaria meu primeiro DVD, gravado em 2007 no Teatro João Caetano (Rio), que me deu a oportunidade de iniciar minha carreira discográfica com o pé direito. Na sequência, o CD Tô fazendo a minha parte (2009) foi muito importante, pois me deu meu primeiro Latin GRAMMY. O DVD Sou eu (2010) veio logo depois, e tive a honra de ter Chico Buarque, Ivan Lins, Alcione e Hamilton de Holanda gravando comigo. O DVD Ao vivo em Cuba (2012) foi muito especial e muito significativo. O projeto Bossa negra com o Hamilton garantiu meu segundo GRAMMY Latino e me possibilitou viajar por toda a Europa… Além desses projetos de gravação, o programa Samba na Gamboa (TV Brasil, TV Cultura), para o qual entrevistei mais de 200 artistas em seis temporadas, é um ponto fundamental na minha carreira. E não poderia deixar de citar o musical SamBRA, sobre os 100 anos de samba, que foi uma experiência espetacular – e ampliou ainda mais meu campo de atuação. Tudo isso que citei tem muito suor, muita luta e muito amor envolvidos. O nosso samba está sempre na luta e vem conquistando mais espaço na mídia, nas principais casas de espetáculos, seja através da nova geração ou com os novos trabalhos dos nossos mestres. O mercado vem mudando e acho que, assim como em outras épocas, o samba continua em evidência e no coração da juventude brasileira.

Em Munduê, o repertório é todo autoral, diferente de seus outros álbuns, em que você dividia o setlist com outros compositores. Fale a respeito.
Como é um disco comemorativo, tive a idéia de fazer um trabalho 100% autoral, com as músicas que venho compondo com meus parceiros nos últimos anos. Munduê vem do título de uma música minha com Hamilton de Holanda e Bruno Barreto. Juntei diferentes compositores, de diferentes gerações, mas valorizei muito a parceria com a turma mais nova, que vem chegando com muita força. Falo dos meus parceiros Rodrigo Leite, Inácio Rios, Leandro Fregonesi, Ciraninho, Raphael Richaid, Hamilton de Holanda, Bruno Barreto, Fred Camacho, Leandro Fab, Mosquito, todos grandes compositores com músicas gravadas por muitos artistas consagrados.

Fale um pouco mais sobre a parceria com o Hamilton.
Hamilton de Holanda, além de ser um dos maiores músicos do mundo, é um irmão que a vida me deu. Tínhamos uma certa proximidade. A gente se encontrava por aí, nos shows, e ele chegou a participar do meu DVD Sou eu. Mas foi no projeto Bossa negra que a gente formou a família para valer. Aprendo muito com ele, e todo o processo de criação das músicas do Bossa negra me inspiraram bastante para intensificar o meu processo de compor e dar mais atenção para meu lado compositor.

Você chamou a Lucy Alves para tocar sanfona e cantar no novo disco. Aliás, sempre costuma incluir elementos regionais no seu repertório (predominantemente de samba). Fale sobre isso.
Lucy Alves é uma grande artista, atriz, cantora e musicista de alto quilate. Fiz a música Mercado popular com o Leandro Fregonesi e tive a idéia de convidá-la para cantar comigo na faixa. E aproveitei para pedir para ela gravar com sua maravilhosa sanfona. O resultado ficou demais. Nos meus shows e discos tem sempre um pouquinho do nordeste. Meu avô era nordestino e tenho o nordeste no meu sangue. Assim como o samba, o forró é genuinamente brasileiro. E essa sonoridade, esse batuque que faz todo mundo dançar, sempre mexeu muito comigo – por isso busco trazer esse som para os meus trabalhos.

Fale sobre os músicos que participam do álbum.
Conseguimos reunir um time de músicos maravilhosos, um “dream team” mesmo, com feras de diferentes gerações. Estou tendo o privilégio de ter em um mesmo CD nomes como Ubirany, do Fundo de Quintal, que inventou o repique de mão, Gordinho, que é um dos maiores, se não o maior surdista do Brasil, e ainda músicos como Belôba, Paulinho Trumpete, Camilo Mariano, Jorge Simas, André Vasconcelos, Thiago da Serrinha. Só feras, que se juntaram à turma que toca comigo na estrada, como os percussionistas Maninho, Wilsinho e Bruno, e ainda Henrique Garcia e Wallace Perez, João Marcos e Gordo, todos da minha banda. Foi um momento de muita alegria a gravação desse CD, que contou com alguns arranjos do mestre Ivan Paulo, e arranjos de cordas do Gilson Peranzeta. E tudo isso com a engenharia de áudio de Luiz Carlos T. Reis, responsável pelo som de alguns dos mais importantes discos de samba da história.

Você chamou produtores da nova geração (Rafael dos Anjos e Alessandro Cardozo) para gravar o disco. Fale a respeito.
Esse foi um outro ponto alto do disco. Fico muito feliz de encontrar gente nova e competente na música brasileira, especialmente no samba. Tive a idéia de juntar o Rafael dos Anjos e o Alessandro Cardozo, que são músicos e arranjadores de primeira, para produzir esse trabalho. Os caras são feras e depois do disco pronto tive a certeza de ter feito a aposta certa. Além de produzirem e fazerem alguns arranjos, os danados tocaram violão e cavaco em algumas faixas. É preciso valorizar e dar oportunidade para todos os novos músicos, compositores e arranjadores – e foi o que fiz com esse trabalho.

Além do seu show, costuma realizar apresentações com outros grandes nomes, como Beth Carvalho, Alcione e Martinho da Vila. Como se sente cantando com esses “monstros sagrados”?
Atualmente, tenho feito alguns shows em dobradinha com a Alcione, no evento Eu amo samba, e com o Martinho no Samba, samba minha gente. São meus ídolos e acima de tudo grande amigos. Tenho a felicidade de conhecer grandes mestres desde pequeno, e hoje poder dividir o palco com eles é uma honra. Já fiz muitos shows com a Beth Carvalho, e ela foi uma pessoa muito especial na minha carreira, sempre me dando força e ajudando desde meus primeiros passos. Beth participou do meu mais recente DVD Alma brasileira e adoro estar com ela nos palcos.

Fale sobre a experiência de comandar o programa Em Cartaz, na Nova Globo FM.
Recebi um convite da emissora para comandar um programa semanal, em rede nacional, com uma hora de samba, todas as sextas-feiras, às 23 horas. Nunca tinha tido essa experiência, e estou achando o maior barato. O artista precisa sair da zona de conforto e buscar sempre novas experiências. E nesse caso, além de uma novidade, foi uma ótima oportunidade para continuar fazendo o samba chegar na casa das pessoas, nos carros, no caminho de cada brasileiro.

E quanto ao projeto semanal (roda de samba) que estreará na Transcontinental FM, de São Paulo?
Não sei como vou encontrar tempo para dar conta de tudo, mas em dezembro faremos, sim, uma roda de samba de duas horas, semanalmente em São Paulo, em um projeto da Transcontinental FM, criado pelo diretor Cidinho Jardim. Ele me chamou para comandar essa roda, recebendo os amigos do samba, e entrando ao vivo na rádio. Aceitei na hora. É muito positivo ter programas tocando o gênero em importantes emissoras brasileiras. Com Agência Brasil

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