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Instituições financeiras acreditam que Selic será mantida em 6,50% esta semana


Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,50% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana. A expectativa consta do Boletim Focus, pesquisa divulgada na internet todas as semanas pelo BC.

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O Copom reúne-se amanhã (19), em Brasília, e a decisão sobre a Selic será anunciada no dia seguinte, após a segunda parte da reunião.

Em maio, após um ciclo de 12 quedas consecutivas, o Copom decidiu manter a Selic no atual patamar, o menor nível histórico. Para 2019, as intuições financeiras esperam aumento da Selic, encerrando o período em 8% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

Entretanto, o efeito das reduções da Selic no crédito não ocorre no mesmo ritmo de redução da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito.

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Meta de inflação
A meta de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%, neste ano. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para o mercado financeiro, o IPCA vai fechar este ano abaixo do centro da meta, em 3,88%. A estimativa da semana passada era 3,82%. Esse foi o quinto aumento consecutivo na projeção. Para 2019, a estimativa passou de 4,07% para 4,10%, no terceiro ajuste seguido.

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia continua em queda. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 1,94% para 1,76%, na sétima redução seguida.

A previsão de crescimento do PIB para 2019 caiu, pela segunda vez consecutiva, ao passar de 2,80% para 2,70%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar passou de R$ 3,53 para R$ 3,57, no final deste ano, e de R$ 3,48 para R$ 3,50 no fim de 2019. Com Agência Brasil

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