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Roubo de veículos aumenta e bate recorde no Rio de Janeiro


Os roubos de veículos no estado do Rio de Janeiro aumentaram 7,1% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo, foram 5.358 roubos no período, o que significa 356 registros a mais do que em 2017. O dado divulgado ontem (17) faz parte das incidências Criminais e Administrativas de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, elaboradas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

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Segundo o órgão, este foi “o maior número [de roubos de carro] registrado num mês em toda a série histórica”. As regiões que apresentaram o maior crescimento foram os bairros de Irajá, parte do Colégio, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos, Vila da Penha, Vista Alegre, Anchieta, Guadalupe, Parque Anchieta, Ricardo de Albuquerque, Acari, Barros Filho, Costa Barros, Parque Colúmbia e Pavuna, que compõem a chamada Área Integrada de Segurança Pública (AISP) número 41.Outras áreas com alto índice de roubos de veículos foram a AISP 39, do município de Belford Roxo, e a 7, do município de São Gonçalo. A AISP 41 teve 317 registros a mais do que no ano passado, enquanto na 39 foram 196 e na 7 foram 75.

O local com maior redução de roubos de carros em março foi a AISP 20, que abrange Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis, com 98 casos a menos.

Mortes
Os chamados casos de letalidade violenta, que incluem homicídio doloso, latrocínio, homicídio decorrente de oposição à intervenção policial e lesão corporal seguida de morte, registraram 636 vítimas em março no estado. Isso representa queda de 2,9% em comparação ao mesmo mês em 2017. De acordo com o ISP, foram 19 vítimas a menos. Os três primeiros meses deste ano somam 1.846 casos, sendo 30 mortes a menos do que no mesmo período no ano passado.

A AISP 35, que corresponde aos municípios de Tanguá, Itaboraí, Rio Bonito, Silva Jardim e Cachoeiras de Macacu, a área 21, referente a São João de Meriti, e a área 23, que abrange as comunidades da Rocinha e Vidigal, e os bairros de Ipanema, Leblon, Gávea, Jardim Botânico, Lagoa e São Conrado tiveram aumento no número de vítimas em março deste ano. Na 35, foram 14 mortes a mais. Na 21 e na 23 foram 12 casos a mais, sendo que, nesta última, dos 15 casos registrados, 13 foram só na Rocinha.

Também nestes tipos de crime, a área referente A AISP 21 foi a que apresentou a maior redução de vítimas em março, 12 a menos do que no ano passado.

Houve queda também no número de mortes decorrentes de oposição à intervenção policial: os registros caíram 11,4% no período. Com 109 casos de mortes, foram 14 registros a menos do que no mesmo mês de 2017. Entre as regiões, as que registraram aumento dos casos ndesse tipo foram as AISPs números 21, 23 e 20.

Os locais com maior queda dos casos de mortes decorrentes de oposição à intervenção policial foram a AISP 15 de Duque de Caxias, onde ocorreram oito mortes a menos do que no ano passado, além da área 5, que inclui a Gamboa, parte do Centro, de Santo Cristo, da Saúde, da Lapa, de Paquetá e de Santa Teresa, com menos sete casos.

Subnotificações
No relatório, o ISP destacou a paralisação de algumas atividades da Polícia Civil, entre janeiro e abril de 2017, que pode ter causado uma subnotificação de determinados delitos nesse período. Segundo o órgão, os registros de crime ao patrimônio, com exceção de roubo e furto de veículos, foram especialmente atingidos. Neste caso, o ISP apontou que “não é recomendado comparar o número de registros de março de 2018 com o registrado no mesmo mês do ano passado”. Já os registros dos títulos de letalidade violenta e roubo de veículo não foram afetados, porque os registros desses delitos continuaram a ser feitos nas delegacias.

Vila Kennedy
A secretaria destacou que a região do bairro de Vila Kennedy, onde as Forças Armadas realizaram diversas ações no mês de março, apresentou números melhores. Na área da 34ª DP, que compreende os bairros de Bangu, Gericinó, Padre Miguel, Senador Camará e a própria Vila Kennedy, na zona oeste do Rio, o indicador letalidade violenta teve o menor número de vítimas para o mês de março desde o início da série histórica. No período, foram dez vítimas, o que significa sete a menos em relação a março de 2017. Também houve queda no indicador de roubo de veículos, com o menor número desde fevereiro de 2017. Foram 148 roubos de carros, queda de 22 casos na comparação com março do ano passado. Com Agência Brasil

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