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Média salarial em empresas é menor que na administração pública

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Empresas pagam salários médios mais baixos do que órgãos da administração pública e entidades sem fins lucrativos. A conclusão está no Cadastro Central de Empresas de 2013, divulgado na terça (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O documento analisa informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações formalizadas no país incluídas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, da Secretaria da Receita Federal.

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As empresas respondem por 89,9% do conjunto analisado pelo Cadastro Central de Empresas, as da administração pública por 0,4% do universo da pesquisa e as entidades sem fins lucrativos por 9,7%. Apesar disso, em 2013, os salários médios pagos pelo setor privado ficaram em R$ 1.889, enquanto na administração pública a média foi R$ 2.987 e nas demais entidades, R$ 2.016.

O pesquisador do IBGE e gerente da pesquisa, Francisco Marta, disse que uma das explicações para a diferença é que nas empresas há mais pessoas ocupadas sem nível superior. “Se comparado com a administração pública e as entidades sem fins lucrativos, há concentração maior de pessoal ocupado [em empresas] sem nível superior, o que responde um pouco por essa variável do salário médio ser mais baixo em entidades empresariais. Elas são muito formadas por atividades em segmentos como alojamento, alimentação, atividades administrativas e comércio, que tem um peso muito grande nesse segmento.”

Francisco Marta destacou que os órgãos da administração pública empregam 17,5% do pessoal ocupado total, mas predominam os empregados com curso superior. “A justificativa pelos salários mais altos é que elas estão inseridas em atividades que estão preponderantemente em área de regulação e de fiscalização e que também têm predominância de pessoas com nível superior, o que explica um pouco essa diferença entre as entidades empresariais e as da administração pública.”

O gerente da pesquisa ressaltou que, entre 2012 e 2013, a participação dos assalariados sem nível superior na variação do pessoal ocupado assalariado ficou em 60,2%, enquanto a contribuição dos que têm nível superior atingiu 39,8%.

Na diferença salarial, a pesquisa indicou que homens são 57% do pessoal ocupado assalariado e mulheres, 43%. O pesquisador destacou, porém, uma tendência de aumento no público feminino. “De 2012 para 2013, ficou em 4,2% para mulheres e 3,1% para homens o aumento na participação. O que podemos constatar é que a participação feminina na variação de pessoal ocupado assalariado é superior à da masculina. Nos últimos cinco anos, a tendência no crescimento na participação feminina no pessoal ocupado assalariado tem sido, constantemente, de crescimento.”

Nas empresas, há predomínio de emprego de homens na mão de obra. Em 2013, a participação masculina ficou em 62,3% e a feminina, em 33,7%. Na administração pública e nas entidades sem fins lucrativos, porém, o comportamento se inverte: “homens participam da administração pública apenas com 41,1%, enquanto as mulheres são 58,9%. Nas entidades sem fins lucrativos, a participação masculina é 44,9% e a feminina, 55,1%”.

Francisco Marta explicou que o motivo é o tipo de atividade. Segundo ele, as entidades empresariais são tradicionalmente formadas por mão de obra masculina, como indústria e construção, enquanto a administração pública, com muita participação na saúde e na educação, tem presença feminina maior. “Isso responde um pouco pelas diferenças em termos de participação por sexo.”

O gerente da pesquisa disse que ainda não é possível fazer avaliação específica dos percentuais do nível de escolaridade entre homens e mulheres, porque o cadastro não tem ainda esse tipo de cruzamento de informações, mas ressaltou que o IBGE está estudando a inclusão deste tipo de análise. “Futuramente, vamos apurar, mas, no momento, só conseguimos isso separadamente: participação feminina e masculina, com ou sem nível superior”. Francisco Marta acrescentou que o IBGE tentará incluir essa análise na pesquisa do Cadastro Central de Empresas do ano que vem.

A divulgação do cadastro é anual. Desde 2008, o documento inclui informações sobre a participação por diferença de sexo. A pesquisa avalia dados nas áreas da indústria, construção, do comércio e dos serviços com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego, além de informações do próprio IBGE. Com Agência Brasil

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