Banner Águas de Pará de Minas   Banner Facebook

Número de obesos com plano de saúde sobe em nove anos

Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) da Saúde Suplementar revelam que, 53,7% da população que tem plano de saúde está com excesso de peso, Em 2008, quando foi feito o primeiro levantamento, o percentual de obesos com plano de saúde era de 46,5%. Nesse período, a proporção de obesos aumentou de 12,5% para 17,7%.

Curta a página do Portal GRNEWS no Facebook Siga o Portal GRNEWS no twitter

“[São] pessoas com obesidade já grave e que precisam de algum tratamento”, disse a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Karla Coelho. Os números foram divulgados hoje (14), durante o Seminário de Enfrentamento da Obesidade e Excesso de Peso na Saúde Suplementar, promovido pela entidade no Rio de Janeiro.

De acordo com estudos feitos no Brasil, apenas 10% dos pacientes com obesidade são diagnosticados e somente 2% recebem tratamento adequado. Por isso, a ANS criou um grupo de estudo interdisciplinar, integrado por várias instituições, para avaliar o problema da obesidade no Brasil e nos planos de saúde, além de pensar estratégias para o enfrentamento e o combate da doença.

O Manual de Diretrizes para o Enfrentamento da Obesidade na Saúde Suplementar Brasileira, lançado pela ANS nesta quinta-feira, faz uma abordagem sobre a obesidade na infância e na adolescência e também dos adultos quanto à adoção de hábitos de vida saudável, promoção e prevenção. O manual faz uma abordagem clínica da obesidade e do tratamento cirúrgico que é necessário, em alguns casos.

Pediatria
Atualmente, a obesidade é uma doença pediátrica muito comum, e a prevenção é a única maneira de deter o avanço desse epidemia na sociedade, por meio de atividades nas escolas, governos, sociedades científicas, indústria alimentícia e a mídia, “para envolver todos nesse propósito”, disse Karla.

Segundo a diretora da ANS, é preciso desenvolver ações educativas desde o pré-natal, com promoção do aleitamento materno, estímulo a atividades físicas e práticas corporais de crianças e adolescentes, atividades lúdicas, recreativas. Kátia destacou a necessidade de observar o comportamento sedentário nas crianças, uma vez que a obesidade começa na infância e se perpetua na vida adulta. O manual recomenda também que as crianças durmam as horas necessárias e o controle do tempo que dedicam à TV, aos tablets, celulares e jogos eletrônicos.

Karla ressaltou que a obesidade tem fatores biológicos, mas também sociais, ambientais e culturais. “É preciso trabalhar com essas crianças e adolescentes com atitudes mais saudáveis.”

O manual está disponível no site da ANS para toda a sociedade, prestadores de serviços, pessoas que já trabalham com obesidade e com adultos.

IMC
Uma das recomendações do manual é fazer o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) na rede prestadora dos planos de saúde tanto ambulatorial quanto hospitalar, porque é um indicativo da causa da doença. “A obesidade está ligada a doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, alguns tipos de câncer e doenças osteoarticulares, e gera uma procura maior desses beneficiários aos serviços de saúde e uma piora na qualidade de vida”, explicou Karla Coelho.

Por isso, ela destacou a necessidade de os planos de saúde não tratarem só a doença, mas também prevenirem a obesidade e assumirem a saúde dos beneficiários, façam recomendações sobre a adoção de hábitos saudáveis. Na alimentação do dia a dia, por exemplo, deve ser incentivado o consumo de frutas, legumes e verduras, além da prática de exercícios físicos.

Em 2018, a ANS convocará as operadoras que já trabalham com programas de obesidade para ampliar o atendimento. Segundo a ANS, 192 programas de promoção e prevenção da obesidade de 119 operadoras atingem atualmente 34 mil beneficiários de planos de saúde. “Nós queremos ampliar essa discussão”. A meta é envolver as operadoras nesse cuidado, para ter uma rede mais integrada de prestadores e para que o cuidado seja voltado para a saúde, ou seja, para a prevenção, e não somente para a doença.

Desafio
A obesidade é colocada como tema estratégico da Organização Mundial da Saúde (OMS). Karla Coelho destacou que o mundo saiu de um período de escassez para um de abundância de alimentos. “Estamos saindo de um período em que havia muita desnutrição para um período de sobrepeso e obesidade.”

Nos Estados Unidos, a sociedade já enfrenta esse desafio no sistema de saúde, devido à tendência de ingerir fast food (comida rápida ou comida pronta) e alimentos ultraprocessados, afirmou a diretora da ANS. E o Brasil, como os demais países latino-americanos, está copiando esse tipo de má alimentação, apesar de ter uma diversidade de alimentos in natura, acrescentou Kária. A receita é dar preferência a alimentos feitos em casa, evitar o excesso de gordura, de sal e açúcar, concluiu. Com Agência Brasil

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

shop giày nữthời trang f5Responsive WordPress Themenha cap 4 nong thongiay cao gotgiay nu 2015mau biet thu deptoc dephouse beautifulgiay the thao nugiay luoi nutạp chí phụ nữhardware resourcesshop giày lườithời trang nam hàn quốcgiày hàn quốcgiày nam 2015shop giày onlineáo sơ mi hàn quốcshop thời trang nam nữdiễn đàn người tiêu dùngdiễn đàn thời tranggiày thể thao nữ hcm