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A arte como terapia

lapis
Por Isabel Faria
Muito se discute sobre o que é a arte. Em meio a tantas discussões uma questão muito importante acaba ficando em segundo plano: para que ela serve?

E muitos estudos comprovam hoje que a arte cumpre um propósito muito maior do que a transmissão de valores e idéias. Arte como terapia sugere uma nova maneira de interpretarmos a arte: ela tem função terapêutica e é capaz de oferecer soluções fascinantes para as angústias do dia a dia.

A arte é um instrumento que tem o poder de ampliar nossas capacidades para além dos limites originalmente impostos pela natureza. Hoje existe a proposta de que a arte é um meio terapêutico que pode ajudar a guiar, incentivar e consolar o espectador, permitindo-lhe evoluir.

Uma pincelada na tela, dobraduras no papel, argila nas mãos, a descoberta de um som… O que para muita gente é mera distração pode ser o caminho para desvendar os segredos da mente. Desde os tempos mais remotos, o homem usou desenhos para expressar não apenas seu modo de vida como seus medos e angústias — e os registrou nas paredes das cavernas. Mas só milênios mais tarde os médicos passaram a estudar — e a usar — a arte como técnica com fins terapêuticos.

O primeiro foi Carl Jung (1875-1961), psiquiatra suíço, fundador da psicologia analítica. Ele observou que a arte era um meio eficaz para ajudar as pessoas a demonstrar, simbolicamente, e sem restrições, tudo o que guardavam no fundo da mente. É a forma mais pura de revelar o inconsciente, afirmava Jung. “É a liberdade de expressão, é sensibilidade, é criatividade, é vida”. Desde então, os símbolos revelados nos desenhos, nas modelagens e outras técnicas têm contribuído para decifrar os segredos que podem estar afetando a nossa saúde emocional.

No Brasil, o pioneiro foi o psiquiatra Osório César (1896-1980), que desde 1923 analisava os trabalhos de arte dos internos do Hospital do Juqueri, em São Paulo (uma das mais famosas colônias psiquiátricas do Brasil). Ele criou a Escola Livre de Artes Plásticas em 1949, estimulando o desenvolvimento artístico e psicológico dos seus pacientes.

No Rio de Janeiro, a psiquiatra Nise da Silveira, revoltada com os tratamentos até então dispensados às pessoas com problemas mentais, desenvolveu, em 1946, ofi- cinas de arte no Centro Psiquiátrico D. Pedro II e, em 1952, criou o Museu do Inconsciente.

A Arteterapia é um procedimento terapêutico que funciona como um recurso que busca interligar os universos interno e externo de um indivíduo, por meio da sua simbologia. É uma forma de usar a arte como uma forma de comunicação entre o profissional e o paciente, buscando uma produção artística a favor da saúde.

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