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É preciso acabar com a discrepância das aposentadorias, afirma deputado


Continua tramitando na Câmara dos Deputados, em Brasília, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287 que acaba com o fator previdenciário e a Fórmula 85/95, que soma idade com tempo de contribuição.

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A chamada Reforma da Previdência vem levantando polêmicas entre a classe política e os movimentos sindicais. O presidente Michel Temer (PMDB-SP) quer celeridade no processo para que haja a retomada do crescimento da economia brasileira.

Pelas novas regras, para ter o benefício integral o trabalhador terá que contribuir por 49 anos. Ou seja, para se afastar com a idade mínima de 65 anos (tanto homens quanto mulheres) estabelecida pela proposta, com valor total do benefício.

Fazendo as contas, para ter direito ao benefício integral será preciso entrar no mercado aos 16 anos e contribuir todos os meses, sem faltar um, para conseguir esse feito aos 65 anos. Esses números fogem a realidade atual, quando milhares de jovens são os mais afetados pelo desemprego.

A PEC prevê também regras de transição para homens e mulheres com mais de 50 e 45 anos, respectivamente, e mudanças no pagamento de pensão por morte, que será feita por cotas.

Além disso, o governo federal quer acabar com o recebimento de pensão e aposentadoria. Regras para servidores públicos e da iniciativa privada serão as mesmas. As alterações trazem indignação ao trabalhador.

Existe o sentimento de que a população sempre paga a conta da má gestão do dinheiro público, especialmente no que se refere ao preço da corrupção sistêmica que vem sendo desvendada pela Operação Lava Jato.

O deputado federal Diego Andrade (PSD) faz parte da bancada mineira no Congresso Nacional. Ele disse que é preciso corrigir algumas discrepâncias referentes às aposentadorias para que o sistema seja mais justo:


Diego Andrade
reformadaprevidenciadiegoandrade

De acordo com o Ministério da Previdência Social, os regimes especiais para policiais civis e militares e bombeiros também deverão mudar através de projetos de lei específicos.

O Governo Federal afirma que a Previdência Social é deficitária. Entretanto especialistas no assunto contestam esta versão e argumentam que tem dinheiro de sobra. Os próprios Auditores da Receita Federal já realizaram estudo comprovando que o Governo Federal falta com a verdade quando afirma que a existência de tal déficit previdenciário.

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