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Oficina de percussão cria oportunidades para moradores de comunidade em BH

Carlos Alberto/Imprensa MG

Nestes dias de pré-Carnaval é comum ouvirmos os sons de tamborins, repiques e tantãs ecoando pela capital. Mas para os moradores do Ribeiro de Abreu, na região Nordeste de Belo Horizonte, este tipo de sonoridade já faz parte da rotina de toda a vizinhança do Centro de Prevenção à Criminalidade (CPC), do Governo de Minas Gerais, que atua na região.

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Duas vezes por semana, cerca de 30 jovens que participam do programa de redução de homicídios Fica Vivo! se reúnem para a aula da oficina de percussão que acontece no espaço. Esta oficina já virou o “ritmo” oficial de um bloco de Carnaval da capital.

O “Sem manicômios e Sem prisões” já desfilou pelo Santa Tereza, acompanhado de instrumentos de sopro e da equipe de saúde mental de alguns espaços de saúde. Em 2018, todos os alunos da oficina de percussão do Ribeiro de Abreu tocaram no bloco. Esta é a segunda vez que a parceria acontece.

A proposta do grupo “Sem Manicômios” é fazer discussão social em torno do encarceramento e luta antimanicomial. Por isso, além do ritmo, os jovens do Ribeiro de Abreu também se envolvem com o tema.

De acordo com a Gestora Social do CPC local, Mariana Aranha, a preparação para a participação carnavalesca incluiu rodas de conversa com os jovens sobre o tema e também sobre outras questões como juventude negra.

“A gente aposta na circulação dos adolescentes para que eles possam acessar espaços da cidade que eles desconhecem e tenham, de fato, direito à toda a cidade. A participação no bloco dá aos meninos e meninas um empoderamento de circulação pela cidade que também pertence a eles”, afirma Mariana.

Oficina
Sergio Soares, o Serginho ou “paizão” como é conhecido pelos jovens, é o oficineiro que há 12 anos atua no Fica Vivo! e contribui para a prevenção por meio da música. Ele conta como o trabalho vem transformando os atendidos e mostrando que respeito não se faz com medo.

“Conseguimos com o tempo mostrar a eles que a principal arma que temos é o diálogo e que ser respeitado por uma ato admirável é melhor do que pelo medo”, diz Serginho.

De acordo com o Serginho, hoje oficineiro do Ribeiro de Abreu, a relação é sempre de muito respeito e cumplicidade. “Às vezes, pela forma como os jovens tocam os instrumentos é possível saber se estão com alguma dificuldade na vida”.

Lalá, ou Laiane Souza, de 24 anos, participa da oficina há 12 anos e disse ter amado a experiência no carnaval deste ano em BH. “Foi um orgulho muito grande quando vimos as pessoas dançando, nos admirando e nos respeitando pelo cortejo. Foi fantástico!”, conta. animada.

Outro que está no Fica Vivo! há quase 14 anos é Guilherme Luis, de 24 anos. Ele relata que o programa mudou completamente a sua vida e que não consegue nem se lembrar do jovem com problemas que era. “Sou muito grato ao Serginho e ao Fica Vivo!. O Serginho é um pai pra mim e eu acredito que sem os conselhos dele, as conversas e a oficina eu não estaria aqui hoje pra contar essa história”.

A oficina não é de formação profissional, mas é possível ver nesses jovens algumas promessas na carreira musical. “Com estudo e dedicação os meninos e as meninas podem chegar onde quiserem”, finaliza o orgulhoso Serginho.

Durante as aulas da oficina ele trabalha ritmos populares brasileiros, como samba, maracatu, marcha e até o funk. Deixando também os jovens livres para criação novas batidas.

A oficina de percussão existe no CPC Ribeiro de Abreu desde 2005, trabalhando com os jovens não somente as batidas dos tamborins e tantãs, mas também reflexões sobre o acesso a direitos, a cultura, questões do bairro e assuntos do cotidiano. Desde sua implantação no CPC cerca de 500 jovens já passaram pela atividade.

O Fica Vivo!
O programa Fica Vivo!, desenvolvido pela Sesp, é um programa de prevenção que possui foco na prevenção e redução de homicídios de adolescentes e jovens. Ele atua em áreas com registros de índices elevados de criminalidade violenta.

No Estado, o Fica Vivo! atende, em média, 10 mil jovens por mês e realiza cerca de 4 mil atividades mensais. Desse total, o Centro de Prevenção à Criminalidade (CPC) do Ribeiro de Abreu atende aproximadamente 450 jovens da região, em 22 oficinas de arte, esporte, dança e música. Com Agência Minas

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