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Luta Antimanicomial: o que é?

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Por Natália Scoralick Lempke
No mês passado comemorou-se o dia da Luta Antimanicomial. Apesar de ser uma data muito conhecida entre os profissionais da saúde, o 18 de maio ainda passa despercebido por muitos brasileiros.

Mas por que é importante que saibamos o que se comemora nesta data? Muitas pessoas sofreram e morreram nos manicômios. Antes da Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei 10.216 de 2001, os indivíduos com transtornos mentais eram reclusos em hospitais psiquiátricos e muitos passavam a vida toda nestes espaços, sem saber o que acontecia do outro lado dos muros. Diante da constatação que essa forma de “tratamento” não contribuía para a saúde dessas pessoas, um grupo de trabalhadores da área da saúde saiu às ruas no dia 18 de maio de 1987 como forma de protesto à esse “tratamento” e ao que ocorria nos manicômios brasileiros. Essa data, que ficou conhecida por ser o dia da luta antimanicomial, foi, portanto, fundamental para a mobilização da sociedade e dos órgãos governamentais para as mudanças na atenção à saúde mental, culminando na Reforma Psiquiátrica.

Apesar de ter se passado quase 30 anos, os profissionais da saúde continuam saindo às ruas no 18 de maio porque, infelizmente, persistem formas de “tratamento” inadequadas. E porque os transtornos mentais ainda estão cercados por mitos e preconceitos.

Muitos ainda não sabem, por exemplo, que a depressão e a ansiedade exacerbada constituem transtornos mentais. E muitas pessoas que sofrem também não procuram ajuda por medo de serem vistas como loucas, por acharem que serão tratadas em hospícios, entre outros. Tal comportamento gera ainda mais sofrimento e danos à saúde, o que poderá ser evitado se difundirmos informações verídicas.

Primeiramente, precisamos desassociar os transtornos mentais à loucura, à incapacidade, à invalidez. Grande parte das pessoas que possuem transtornos mentais, quando tratadas, possui uma vida como qualquer outra pessoa. Em segundo, ao contrário do que ocorria nos manicômios, o tratamento àqueles com transtornos mentais deve ser feito na comunidade, com o apoio da família, de forma que esses indivíduos administrem a própria vida. Por fim, algumas pessoas precisarão passar por períodos de internação, mas a maioria poderá ser tratadas com psicoterapias, medicamentos ou serão acompanhadas pelas equipes dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial). Cada caso é muito específico, mas em nenhum deles o indivíduo deverá abandonar a própria vida e se isolar do mundo, como ocorria, infelizmente, nos manicômios.

Dessa forma, comemorar o 18 de maio é relembrar as atrocidades que ocorriam nos manicômios, constatar os inúmeros avanços no tratamento aos indivíduos com transtornos mentais e refletir sobre as mudanças que ainda devem ser realizadas para que um tratamento mais humano possa ser oferecido à essas pessoas.

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