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O Cínico

ocncMinha alma saiu lavada do teatro! A peça “O Cínico” é um banho coletivo! Um banho de verdades que nos obriga, por vezes, a enxergar nossa mediocridade. Isto mesmo! Sem cinismo. Fui obrigada a amarrar a carapuça algumas vezes e outras, vi a carapuça servir em tanta gente! Por isso, afirmo que minha alma saiu lavada. Sabe aquelas vezes em que temos vontade de dizer umas coisas que ficam engasgadas e acabamos por engolir sapos?! A peça tira da nossa garganta esta dor de existir em um mundo cheio de hipocrisia. Ela é o nosso grito.

O que está em cena é um texto intenso, com forte sentido tragicômico. Os quadros vão se alternando, não ligados, necessariamente.

A peça busca um sentido na vida. E esbarra na ausência total deste sentido. Há um não pertencimento, uma inadequação. Valores que se chocam. Vidas que não se fundem. Conceitos que são aceitos sem nenhum tipo de reflexão. E, por isto, o caos.

A beleza acontece justamente quando somos capazes de abrir espaço para ver o que está em nós. O palco como espelho.  Portanto, a peça é um convite a ver esta beleza sufocada entre nossos desejos reais e aquilo que é colocado como ideal social e cultural.

Muito tempo não via um respeito tão grande ao autor e venhamos e convenhamos: nosso Flávio Marcos merece.

O texto, bem como a peça em um todo, tem um forte apelo surreal. Ou seja, nosso drama cotidiano, nossas emoções, nossa crítica social, política, faz emergir um pensamento subjetivo sobre o que pensamos e sentimos desta realidade. A peça é uma fotografia textual, gestual, cênica da crise em que fazemos parte. São os valores, principalmente o choque entre eles, que surgem como conflito da peça. Neste sentido, fiquei pensando que estava assistindo a um “Teatro do Absurdo” o que ainda me deixou mais feliz. Gosto muito de Antonin Artaud, Beckett, Ionesco e outros. Seriam Flávio Marcos e Rony Morais, dramaturgos do Absurdo?! Meus louvores!

Vale uma breve pesquisa para melhor compreensão: “Como o próprio nome diz, o Teatro do Absurdo propõe revelar o inusitado, mostrando as mazelas humanas e tudo que é considerado normal pela sociedade hipócrita. Essa vertente desvela o real como se fosse irreal, com forte ironia, intensificando bem as neuroses e loucuras de personagens que, genericamente, divulgam o homem como um psicótico, um sofredor, um ser que chega às últimas consequências, culminando sempre na revolução, no atrito, na crise e na desgraça total. Extremamente existencialista, o Absurdo critica a falta de criatividade do homem, que condiciona toda a sua vida àquilo que julga ser o mais fácil e menos perigoso, se negando a ousar, utilizando-se de desculpas para justificar uma vida medíocre. O Teatro do Absurdo foca principalmente o comportamento humano, deflagrando a relação das pessoas e seus atos concomitantes. O objetivo maior desse gênero é promover a reflexão no público, de forma que a maioria dos roteiros absurdos procuram expor o paradoxo, a incoerência, a ignorância de seus personagens em um contexto bastante expressivo, trágico, aprofundado pela discussão psicológica de cada personagem apresentado, com uma nova linguagem”.

Devo ressaltar que gostei demais da interpretação dos “discípulos” do Rony. Atores lapidados! Gostei consideravelmente da morte (Silvério) que usa a música como linguagem e vai permeando as cenas com seus sons ora agudos, ora graves, assim mesmo como na vida.

Resta-me desejar que a peça corra estradas e chegue a mais e mais pessoas, como eu, sedentas de verdades.

Parabéns!

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