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TVI – Vinte e cinco anos

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Por Ana Cláudia SSaldanha
Um dia, uma pessoa que sabia que eu havia estudado teatro, perguntou-me por que as cortinas do palco são pretas. Na época, discorri sobre a necessidade que ter um espaço neutro para a criação de cada espetáculo. Falei de cenários, iluminação. Mas agora, outra coisa me fez pensar sobre as cortinas pretas do palco… A vida.

Vivemos em fases. Vivemos em ondas. Tudo passa: as alegrias e as tristezas. Tudo flui. Tudo vai. Cada momento é único. Mas tudo escorre, caminha, aparece, desaparece. É disso que é feito o segundo. É isso que é o presente. O agora.

A TV Integração, nossa TV local, tem exibido um programa as quartas-feiras sobre os vinte e cinco anos da emissora. Eles mostram ter um acervo valioso da nossa história. Um arquivo de imagem que documenta muito seriamente o nosso caminhar nestes vinte e cinco anos. Muita gente já se foi. Muitos, como eu, já ganharam cabelos brancos e umas ruguinhas extras. O tempo passa para todos.

Ao assistir fico maravilhada! (Estão de Parabéns). Mas lá estamos nós vendo que saímos sim de uma realidade bastante rural, que nossa cidade hoje tem problemas comuns aos grandes centros, mas não temos as soluções que os grandes centros oferecem. Nossa linguagem também mudou.

Vi uma entrevista comigo de quando eu estava diretora da Secretaria Municipal da Cultura. Eu falava sobre um projeto que funcionava na casa da cultura: “Cinema em vídeo”. Quando mostraram a imagem, eu não acreditei. A sala estava lotada de pessoas assistindo a um filme na TV. Isto mesmo, em um aparelho de televisão simples. E nem era um vinte nove polegadas. Depois chegamos a comprar um telão que acabou sendo roubado. Mas o projeto existiu por muito tempo. Hoje ele não funcionaria… Ou será que estou enganada?!

É para isto que serve o passado. Para que possamos ver que caminhamos. Muitos ficam presos ao passado. Usam como pano de fundo de suas vidas o que já não existe mais. Apegam-se a fatos, pessoas, objetos, histórias que tem seu valor somente como experiência. Que tem valor como degraus, nada mais.

Sou formada em História. Amo todo e qualquer registro que mostre esta nossa evolução neste planeta e também gosto de ver que estamos melhores sim, mas reconheço que às vezes perdemos os rumos. Às vezes somos desumanos, destruidores… Somos destruidores também quando em nossa história particular não sabemos tirar as cortinas do nosso palco. Não entendemos que para vivermos novas histórias precisamos de um novo texto, de novos personagens… Até uma mesma peça precisa de novas plateias. Tudo é dinâmico.

Há os que ficam presos em seus traumas. Há os que ficam presos em suas dores. Não limpam a cena nem o personagem. Não trocam o figurino. Querem repetir o texto quando já não há mais expectadores.

Podemos fazer da cidade um museu aberto. Podemos preservar nossa história em seus casarões. Podemos documentar cada passo como forma de ensinar as novas gerações os caminhos já trilhados. E, a partir daí, podemos abrir as cortinas do agora e mostrar que sabemos fazer melhor. Quem sabe daqui há mais vinte e cinco anos teremos encontrado de fato soluções para os nossos problemas atuais? Quem sabe aprenderemos o valor do nosso voto, por exemplo. Teremos mais livrarias na cidade do que farmácias. Construiremos mais escolas do que penitenciárias. Nossas praças estarão mais verdes, mais limpas e terão também monumentos dos nossos líderes em todos os seguimentos. E também teremos mais lazer ligado ao saber, ao conhecimento, ao cérebro do que aos quadris. Talvez, nosso trânsito estará mais civilizado e não só pararemos nas faixas de pedestres bem como usaremos os veículos como veículos e não como armas. Nosso ribeirão paciência terá água limpa e será respeitado de tal forma que terá peixes. Quem sabe… Teremos encontrado nossa alma de cidade, nossa vocação. Nossa identidade.

Por agora, fico olhando a TVI, olhando o passado, neste presente e sonhando um futuro que queremos e podemos construir. Desejando que a imprensa nos ajude a encontrar os nossos próximos vinte e cinco anos. Luz, câmera, ação!

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