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Enquanto o rio Paraopeba garante abastecimento, preservação das nascentes se torna urgente em Pará de Minas


A estiagem prolongada dos últimos meses provocou uma grande preocupação para os representantes públicos e a população das cidades que estão localizadas na região Centro-Oeste de Minas Gerais. Vários municípios enfrentam racionamento de água e sérias problemas provocados pela seca.

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Em 10 cidades da região foram adotados sistemas de rodízio e racionamento no abastecimento de água. A região ficou aproximadamente três meses, e em alguns casos período maior, sem receber uma gota d’água de chuva e a situação chegou ao estágio crítico.

A chuva que caiu nos últimos dias amenizou um pouco o dilema vivenciado por muita gente. Entretanto, os mananciais de toda a região continuam com a vazão muito baixa e as empresas enfrentam dificuldades de manter o fornecimento normalizado.

Na grande maioria dos municípios a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) é a concessionária responsável pelo tratamento de água e esgoto. Porém, a estatal não fez os devidos investimentos nos últimos anos para superar os períodos de seca, conforme dizem os governantes municipais. Inclusive, em Bom Despacho um decreto municipal oficializou a intervenção na COPASA.

Com isso a população sofre as consequências com a falta de um item básico para a vida. Em Pará de Minas não houve problemas nos abastecimento de água durante os últimos dois anos.

A concessionária Águas de Pará de Minas investiu e continua investindo, aproximadamente R$ 40 milhões, na construção de uma rede adutora de 29 quilômetros até o rio Paraopeba, na região do distrito de Córrego do Barro, zona rural do município. A concessionária tem uma autorização para captar até 300 litros de água por segundo naquele manancial.

Esse volume é bem mais que o suficiente para manter o sistema de abastecimento de água do município, porém a estiagem também reduziu bastante a vazão do rio Paraopeba e somente as chuvas poderão reverter essa situação, mas população paraminense não precisa temer a falta d’água este ano.

Até porque os mananciais que abasteciam a cidade anteriormente estão situação crítica. De acordo com Frederico Mendes Amaral, gerente da Agência Reguladora do Serviço de Água e Esgoto (ARSAP), o ribeirão Paciência está praticamente seco e é preciso conscientizar todos sobre a importância de preservar:


Frederico Mendes Amaral
secafrederico1

Ele ressalta que mesmo com nível muito baixo de água, o rio Paraopeba disponibiliza uma vazão bem mais alta que a necessária para abastecer Pará de Minas. No entanto, é preciso cuidar das nascentes existentes no município e evitar desmatamentos, queimadas e outros crimes ambientais:

Frederico Mendes Amaral
secafrederico2

Mesmo não tendo racionamento, a população deve colaborar e economizar água. O uso racional por meio da adequada reutilização do recurso hídrico é importante para que não falte nas torneiras futuramente.

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