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Prefeitura do Rio inicia obras para reabrir restaurantes populares

A prefeitura do Rio de Janeiro iniciou as reformas dos restaurantes populares nos bairros de Bangu e Campo Grande, na zona oeste; e de Bonsucesso, na zona norte da cidade. Os equipamentos foram municipalizados após terem sido fechados pelas empresas que os administravam por falta de pagamentos do governo do estado. A previsão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação (SMDEI), que vai administrar os restaurantes, é retomar os serviços a partir de julho.

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De acordo com a prefeitura, as obras da unidade de Campo Grande, que estão sendo feitas pela empresa CD Empreendimentos e Construções, custarão R$ 145,7 mil. A empresa está à frente também da reforma do restaurante de Bangu, ao custo de R$ 146,8 mil. Já em Bonsucesso, a reforma é feita pela SR Serviços Especializados e Construções, com o custo de R$ 148,1 mil.

O primeiro restaurante que irá voltar a funcionar, segundo a secretária Clarissa Garotinho, deve ser o de Campo Grande, onde a obra está mais adiantada. A escolha dos restaurantes que serão reabertos levou em consideração a demanda local e a melhor disponibilidade dos espaços. A secretária informou que os preços praticados ao público antes do fechamento serão mantidos. O café da manhã a R$ 0,50 e o almoço a R$ 2. Por mês, entre café da manhã e almoço, devem ser oferecidas mais de 100 mil refeições nos três locais. “No almoço, por dia, em Bangu e Campo Grande serão servidas 2.500 refeições e em Bonsucesso 1.750 ”, completou Clarissa.

A secretária não afastou a possibilidade de a prefeitura fechar um acordo com o governo do estadual para passar a administrar outros restaurantes populares entre os cinco que permanecem sob a responsabilidade do Executivo fluminense e também estão fechados. Clarissa Garotinho ponderou, no entanto, que embora esta seja uma intenção, é preciso avaliar a situação financeira do município para avaliar se há capacidade de assumir os gastos.

Nos restaurantes que ainda estão fechados há ocorrências de saques em equipamentos e materiais de construção. Na unidade do Méier, na zona norte, até as telhas foram levadas.

“Existe o desejo nosso e do prefeito. O problema é que a gente só pode municipalizar com a garantia de que a gente vai poder reabrir. Então, estamos aguardando porque as receitas do município também não estão encontrando tanta facilidade assim. Por isso que municipalizamos e fizemos a programação financeira para esses três, para garantir o funcionamento deles. Daí em diante, estão sendo feitos estudos da arrecadação. Tem que esperar o quadro econômico para definir estas outras questões”, apontou.

O Diário Oficial do Município publicou hoje (7) os resultados da licitação das obras de Bangu e de Bonsucesso. O processo da reforma do restaurante de Campo Grande já tinha sido divulgado em 31 de maio. Foi publicada também no Diário Oficial desta quarta-feira a regulação da cooperação técnico-operacional entre a SMDEI e a RioUrbe para acompanhamento e fiscalização das obras nos restaurantes. Com Agência Brasil

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