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Produtores querem menos impostos e mais incentivo ao campo

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Reduzir os custos para a aquisição de máquinas e suplementos agrícolas, ampliar as linhas de financiamento rural, alterar o modelo atual de assentamentos de terra, agilizar os licenciamentos ambientais das propriedades e combater o crescimento da criminalidade no campo. Essas foram as principais sugestões apresentadas à Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em reunião realizada na quinta-feira (5), em Uberaba (Triângulo Mineiro), durante a Exposição Internacional de Raças Zebuínas (ExpoZebu).

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O requerimento para a reunião é dos deputados Inácio Franco (PV), Rogério Correia (PT), Fabiano Tolentino (PPS), Nozinho (PDT), Emidinho Madeira (PSB) e Antônio Carlos Arantes (PSDB). O presidente da comissão, Fabiano Tolentino, concordou com as propostas apresentadas por representantes do segmento produtivo da cidade. “A agropecuária é muito importante para a balança comercial do Brasil”, ressaltou. Ele afirmou que o maior problema atualmente é a violência no campo e que muitos agricultores já começam a abandonar a atividade e migrar para a cidade. Para o parlamentar, o Estado precisa aumentar os investimentos em segurança e no aumento dos efetivos para resolver a situação. “O produtor é um alvo fácil para os criminosos”, disse.

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Romeu Borges de Araújo Júnior, completa que a insegurança nas propriedades tem levado muitos agricultores a arrendarem as terras para o plantio de monoculturas, como a cana-de-açúcar, e se mudarem para as cidades. Outro entrave para o setor, na opinião de Romeu Borges, é a demora na liberação de licenciamentos ambientais, que faz com que os proprietários sejam multados por falta de licenças, não liberadas pelos órgãos ambientais. “O Estado multar o agricultor por sua própria inércia, é um absurdo”, desabafou. Romeu Júnior disse ainda que existem casos que aguardam o licenciamento há mais de cinco anos.

Assentamentos
O modelo atualmente utilizado para a reforma agrária no Brasil também foi criticado pelos participantes da reunião. “Já está ultrapassado e não atende mais nem a questão produtiva, nem a social”, criticou o gerente regional da Emater em Uberaba, Gustavo Laterza de Deus. Na opinião do presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, a saída para desenvolver o setor é incentivar as parcerias e o cooperativismo de produtores. “Temos que ajudar quem quer produzir, crescer, e não aqueles que só querem favor do Estado”, afirmou Romeu Júnior.

Como estímulo para o setor, os dois representantes também sugeriram reduzir impostos e ampliar as linhas de financiamento para o agronegócio. Segundo o sindicalista, as máquinas e equipamentos em Minas Gerais são 7% mais caras do que em São Paulo. “É preciso enxergar na produção primária uma oportunidade de superar a crise no Brasil”, apontou.

Gustavo Laterza relatou que associações e cooperativas mineiras estão enfrentando problemas com financiamentos realizados pelos Bancos da Terra (ou Fundo de Terras e Reforma Agrária), programa de financiamento de imóveis rurais em convênio com as instituições financeiras. Segundo ele, os empréstimos foram feitos em nome das organizações, que passam por dificuldades para liquidá-los. A sugestão é que as dívidas sejam individualizadas para que cada agricultor possa negociar sua própria pendência.

ExpoZebu
A ExpoZebu é uma das maiores feiras de genética, tecnologia e negócio da agropecuária no Brasil. Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), este ano está sendo realizada entre os dias 30 de abril e 7 de maio. Na feira, acontecem exposições de animais das raças zebuínas, leilões, shoppings, concursos leiteiros e outras atividades relacionadas ao setor. Políticas setoriais e avanços científicos também são discutidos.

Em sua 82ª edição, a ExpoZebu está recebendo representantes de 23 países. A previsão é que o evento movimente, em 2016, R$ 47 milhões em negócios. Na reunião da Comissão de Agropecuária, o prefeito de Uberaba, Paulo Piau, destacou a importância da feira para o setor. “A maior moeda hoje do mundo é o conhecimento”, disse, ao se referir ao evento como um fórum importante de intercâmbio de informações. Após a reunião, os deputados foram conhecer os estandes do evento.

O presidente da Câmara Municipal de Uberaba, vereador Luiz Humberto Dutra, também exaltou a importância do agronegócio para o País. Segundo ele, nos três primeiros meses deste ano, o setor gerou um superávit de R$ 6,7 bilhões, contribuindo com mais de 50% das exportações brasileiras, que somaram R$ 13 bilhões. “Se o Brasil é o berço do agronegócio, Uberaba é o travesseiro”, comparou, ao lembrar que a cidade é a maior produtora de grãos do Sudeste e o quarto maior produtor pecuário do País. Com informações da ALMG

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