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Governo do DF defende reforma de viaduto que desabou e discorda de laudo da UnB

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Autoridades do governo do Distrito Federal, reunidas nesta quinta (8) em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti, argumentaram a favor da reforma de parte do viaduto da Galeria dos Estados, que desmoronou no início de fevereiro , na área central da capital. A proposta do governo local é contrária ao que defendem especialistas da Universidade de Brasília (UnB) que, em relatório apresentado ontem, apontaram a necessidade de se demolir absolutamente a estrutura, não poupando nem mesmo os elementos de sustentação que resistiram à queda.

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Presente na reunião, o professor Pedro Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), que em 2014 já recomendava a fortificação do viaduto por meio de cabos, agora indica a recomposição da obra com chapas de aço removíveis, que facilitam a inspeção periódica, em substituição aos blocos de concreto atualmente usados. Ele também explicou o motivo da queda do viaduto: o colapso foi “frágil” no início, isto é, imperceptível a olho nu, de modo que não se pôde conter seu avanço.

Segundo ele, não foi uma única rachadura determinante para o ocorrido, e sim uma infiltração que fragilizou toda a estrutura. A previsão do dano era impossível devido a um pedaço de 50 centímetros da laje, a qual, na avaliação de Almeida, “é plenamente recuperável”. “[Uma das premissas da construção] é que a estrutura tem que fissurar, e essa não fissurou, não avisou.”

O professor, bem como o secretário de Infraestrutura do DF, Antônio Coimbra, o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Júlio Menegotto, e o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Márcio Buzar, informaram que não leram o relatório elaborado pelos especialistas da UnB. Almeida chegou a dizer que “não quer saber de testes de laboratório”.

Buzar disse estar surpreso e decepcionado com o fato de a universidade ter divulgado o estudo sem ter mostrado ao DER antes. “A nossa conclusão é que houve um colapso frágil, onde houve um desabamento parcial da lateral do tabuleiro. Isso nos leva à recuperação de todos os sete pilares, ou sete asas do tabuleiro, mantendo e devolvendo a estrutura em boas condições de uso para Brasília “, afirmou Almeida.

Durante o encontro, Almeida disse ainda que o próprio entusiasmo do governo durante a construção da capital federal, com obras em ritmo acelerado, foi um fator que priorizou a forma em detrimento da solidez e estabilidade. Segundo ele, outro viaduto que teria a mesma característica e que, portanto, poderia passar pelos mesmos problemas, é o da Rodoviária.

A presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), Fátima Có, se pronunciou favoravelmente à sugestão de Almeida, reafirmando que a laje de concreto se manteve “robusta”. “A única coisa que o Crea pede é a anotação de responsabilidade técnica da UnB pelo laudo emitido”, complementou.

A decisão sobre a solução que será adotada em relação ao viaduto da Galeria dos Estados, o prazo para sua conclusão e o custo das obras deverão ser definidos na semana que vem, de acordo com o governo do DF. Com Agência Brasil

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