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Ministro destaca cultura para o desenvolvimento econômico

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, informou na qurta (7) que o governo pretende investir R$ 1 bilhão no segmento audiovisual, no âmbito do Programa Cultura Gera Futuro, que visa valorizar a política cultural como ingrediente estratégico para o desenvolvimento econômico. Na primeira fase, serão 11 editais para a área, que deverão ser publicados no Diário Oficial da União até o dia 26 deste mês. As inscrições poderão ser feitas no site do ministério.

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Ao prestar a informação, o ministro afirmou que não se deve mais relegar a política cultural à classificação de “política compensatória”. Ele disse que a iniciativa pretende chamar a atenção da população e também do Poder Público pelo potencial que tem de contribuir para a economia. Segundo o ministro, um estudo apresentado por consultores da PricewaterhouseCoopers mostrou que as atividades de economia criativa no Brasil crescem, em média, 4,6%, a cada ano, índice acima da média mundial. “A média salarial na economia criativa é duas vezes maior que na indústria farmacêutica e têxtil”, acrescentou.

O programa Cultura Gera Futuro, mais especificamente o fragmento Audiovisual Gera Futuro, busca um tratamento mais equânime na indústria cinematográfica, estimulando a participação de mulheres, negros e indígenas e tem como base um levantamento da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que revelou, no mês passado, que nenhum dos 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em 2016 foi dirigido ou roteirizado por uma mulher negra. Na outra extremidade, os homens brancos desfrutaram de muito prestígio, assinando a direção e o roteiro em 75,4% e 59,9% dos filmes analisados.

Outras metas do programa são ampliar as chances de novatos no ramo e estimular a geração de conteúdos infantis e transmídia, isto é, que fundem diferentes linguagens e plataformas. Pela regra adiantada pelo ministro, os estreantes deverão ter, no máximo, dois filmes de longa-metragem no currículo.

“São os cerca de R$ 700 milhões que foram alocados no Fundo Setorial de Audiovisual (FSA) em 2017, somados a R$ 300 milhões de rendimentos financeiros e receitas do fundo”, esclareceu Sérgio Sá Leitão, que considerou o conjunto de editais o maior da história da Secretaria do Audiovisual. Ele disse ainda que os recursos são reembolsáveis, o que significa que há participação dos empreendedores, apoiadores e do fundo nas receitas alcançadas com a bilheteria, incluindo valores obtidos em festivais e mostras, movimentando, assim, “um ciclo virtuoso”.

Inicialmente, o total será de R$ 80 milhões, que serão destinados a cerca de 250 projetos. O aporte está dividido em três linhas: produção de conteúdos, com R$ 53,6 milhões repartidos entre 106 obras; desenvolvimento de projetos, com R$ 10,4 milhões para 57 propostas; e a de difusão com R$ 16 milhões concedidos a até 85 projetos. Na segunda fatia, a de desenvolvimento, R$ 6 milhões viabilizarão a realização de obras fílmicas que tenham como tema os 200 anos da Independência do Brasil.

A linha de difusão é inédita e, embora não preveja cotas com recorte de gênero, nem étnico-raciais, determina que 30% das produtoras sejam das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 20% pertençam aos três estados do Sul e a dois do Sudeste (Minas Gerais ou ao Espírito Santo). “As pessoas têm aquela visão de que o Sudeste é privilegiado nos investimentos, mas a verdade é que isso ocorre somente com Rio de Janeiro e São Paulo”, comentou o ministro. Os interessados nessa linha terão mais flexibilidade quanto a prazos, já que receberão as propostas em fluxo contínuo. Com isso, os realizadores poderão garantir o dinheiro necessário para tirar do papel festivais, eventos de mercado e mostras pensados para ser feitos no país ou, então, para o público estrangeiro.

O conjunto de recursos do fundo, explicou o ministro, é retroalimentado pelo que é produzido pelos próprios cineastas, por meio da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), que incide sobre diversas etapas da cadeia do segmento, como veiculação, produção, licenciamento e distribuição. Também contribuem com a taxa agentes das telecomunicações. “[Telecomunicações e cinema] São setores cada vez mais convergentes, próximos, e temos algo como R$ 1,2 bilhões de Condecine sendo arrecadados por ano, e mais ou menos 50% disso são destinados ao FSA”, complementou.

Existem as linhas operadas pela Ancine, com foco específico no vetor econômico do cinema, e aquelas oriundas do Setor de Audiovisual do Ministério da Cultura, circunscritas a ações que promovam a inclusão, a difusão, a preservação e a inovação cinematográficas. A previsão é que os editais da agência, que incluem recursos para jogos eletrônicos, infraestrutura e peças televisivas, sejam abertos em março, enquanto os editais que complementam os anunciados hoje sejam divulgados até junho. Nessa nova etapa, eles distribuirão valores a projetos de preservação e digitalização.

A cineasta Cibele Amaral entende que o acesso à informação tem permitido maior vocalização das mulheres quanto a suas demandas, inclusive no plano artístico. Para Cibele, a mudança acompanha um movimento global. “A mulher brasileira chegou a um momento, ainda muito embrionário, de perceber quão machista a sociedade do país ainda é.”

Cibele disse que seu talento e mérito foram diversas vezes anulados. “Sobre obras que eu dirigi e que foram exitosas, ouvi dizer: ‘Ah, não foi ela quem dirigiu, foi o produtor. Premiada no Festival de Gramado e tudo. Como assim, não fui eu que dirigi? Vamos ver a próxima. ‘Ah, não foi ela que dirigiu, foi o assistente.’ Enquanto eu não colocar uma equipe só de mulheres, será que esse preconceito vai continuar?”, provocou a cineasta.

Ancine
Presente ao evento, o diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro Oliveira, afirmou à Agência Brasil que, em seu primeiro mês no cargo, trabalhou com dois aspectos: a aceleração do FSA e o diagnóstico dos processos internos da agência, “no sentido de desburocratizá-los”, e as instruções normativas. “Provocamos uma mudança na equipe. Alguns secretários, mapeando essa desburocratização, trabalhando com maior transparência, sempre buscando eficácia, que tem sido nosso mantra”, explicou. Segundo OIiveira, o senso de transparência implica um diálogo constante entre o corpo técnico do órgão, a diretoria, o colegiado e a rede de realizadores audiovisuais.

A heterogeneidade de profissionais da indústria de cinema é uma particularidade que chama a atenção do diretor da Ancine, assim como a educação formal. “A formação é realmente muito deficitária no Brasil e precisa ser um foco nosso. O audiovisual tem uma capacidade de inclusão e transformação muito fortes. Existe carência, desde o nível técnico até o nível um pouco acima, de formação para o audiovisual, que são esses líderes de equipe, seja de fotografia, arte, do próprio roteiro, que precisamos trabalhar mais – os diretores e a ponta de cima da ‘tocada’ do projeto, na produção executiva, na capacidade de gerir e planejar um projeto ou vários ao mesmo tempo.” Aí, segundo Oliveira, é possível a outro nível, que é a capacitação dos empreendedores do audiovisual.

“Costumo dizer que quem trabalha com audiovisual trabalha não porque é obrigado, mas por opção, por desejo, porque é divertido e porque se constrói em cima da discordância e da concordância. Faz quem gosta. E o audiovisual tem uma característica: é extremamente inclusivo, por se tratar de arte. No sentido da possibilidade da diversidade”, disse Oliveira, que já partilhou o set de filmagem com Cacá Diegues.

Categorias do edital
1) Produção de conteúdos – 7 editais:

De longa-metragem de animação – 5 obras, com R$ 3,5 milhões cada
De narrativas audiovisuais para a infância (curta-metragem) – 21 obras, com R$ 100 mil cada
De narrativas audiovisuais para a infância (série de 13 ou 26 episódios) – 5 obras em cada subcategoria, com R$ 600 mil e R$ 1 milhão, respectivamente
De narrativas transmídias para a infância (curta + jogo digital) – 10 obras, com R$ 350 mil cada
De narrativas transmídias para a infância (série + jogo digital) – 10 obras, com R$ 1 milhão cada
De jogos digitais – 10 obras, com R$ 250 mil cada
De documentários sobre temas de infância e juventude – 10 obras, com R$ 500 mil cada
De documentários sobre temas afro-brasileiros e indígenas – 10 obras, com R$ 500 mil cada

2) Desenvolvimento de projetos
Dos 200 anos da Independência do Brasil – 10 projetos de longas (animação e ficção), com R$ 200 mil cada; 15 projetos de séries de TV (animação e ficção), com R$ 200 mil cada; 10 projetos de documentários, com R$ 100 mil cada
De projetos para a infância – 10 projetos de longas (animação e ficção), com R$ 200 mil cada; 12 projetos de séries de TV (animação e ficção), com R$ 200 mil cada

3) Difusão
De festivais, mostras e eventos de mercado do setor audiovisual – até 85 projetos

Mais detalhes podem ser conferidos por meio de um link vinculado ao site do Ministério da Cultura. Com Agência Brasil

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