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Desenvolvido em MG equipamento para gerenciar e economizar o gasto de energia

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Em meio à crise do sistema energético brasileiro, uma solução vinda de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais, promete ajudar empresários e consumidores a controlar os gastos e reduzir em até 50% o valor da conta de luz no final do mês. Desenvolvido pela Photon Tic – Energy Solutions, o Q2D é um aparelho voltado para eficiência energética e sustentabilidade que funciona como um leitor de circuito elétrico capaz de informar, em tempo real, a quantidade de quilowatt (kW) consumida por cada um dos disjuntores de uma indústria, empresa, condomínio ou residência.

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A ideia é muito simples. O aparelho é instalado no quadro de disjuntores e, a partir daí, começa a fazer a leitura do consumo de energia de forma individualizada, considerando cada um dos circuitos elétricos presentes ali. Isso significa que, em uma casa, por exemplo, ele poderá informar quanto está sendo gasto na cozinha, nos quartos, nos banheiros e até na piscina, tudo de forma separada e detalhada. Esses dados vão direto para a conta do usuário cadastrada no site ou no aplicativo baixado no tablet ou celular. Mediante login e senha, é possível acompanhar relatórios atualizados em tempo real de qualquer lugar e a qualquer hora. “Com esse monitoramento, o usuário consegue saber em qual ambiente ela está gastando mais. A partir daí, pode tomar as providências necessárias para economizar”, explica Neiriberto Azevedo, diretor executivo da Photon Tic e idealizador do Q2D.

Em uma indústria a lógica é a mesma. A vantagem é que, com esse controle rigoroso, é mais fácil evitar multas aplicadas quando o gasto ultrapassa o estimado. “Empresas de médio e grande porte trabalham sob demanda e compram sua energia. Se elas superam o volume previsto, pagam multas altíssimas. Ao acompanhar exatamente o que está sendo utilizado, é mais fácil evitar custos adicionais”, reconhece o empreendedor.

Sempre alerta
Para a população em geral, o equipamento ajudará a manter as condições favoráveis de geração de energia previstas nas bandeiras tarifárias que estão valendo desde janeiro. Hoje, o subsistema composto pelas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país está dentro da bandeira verde e, por isso, não há sobretaxa na conta de luz. Mas se aumentar o consumo e saltar para a faixa amarela, haverá um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. Na bandeira vermelha, o custo adicional é de R$ 3 para cada 100 kWh. Esses valores, porém, mal começaram a vigorar e já estão sendo revisados para cima. Devem passar para R$ 2,50 na bandeira amarela e R$ 5,50 na vermelha.

Para alcançar uma economia estimada em 30% a 50% de acordo com a qualidade das instalações elétricas da casa, o Q2D oferece mais do que a identificação da área na qual o consumo está excessivo. Ele ainda possui alarmes que soam quando há tensão alta ou baixa na rede, alteração de temperatura na fiação e fator de potência, esse último voltado para máquinas e equipamentos da indústria. Todas as situações podem culminar com o desperdício.

Caso haja mudança de temperatura, o Q2D emitirá um sinal sonoro no celular, tablet ou notebook do usuário informando a existência do problema existe e indicará o disjuntor no qual aquela fiação sobrecarregada está conectada.

Já no mercado
O sistema que deve revolucionar o controle de gasto da energia elétrica chegou ao mercado em março, um ano antes do previsto por Neiriberto Azevedo. O lançamento foi abreviado pelo Sebraetec, uma iniciativa do Sebrae que conecta ideias inovadoras apresentadas pelos empresários à infraestrutura necessária para tirá-las do papel, o programa realiza consultorias tecnológicas e prototipagem em laboratórios para desenvolvimento de produtos “Em 2013 conheci o Sebraetec, apresentei meu projeto e fui selecionado para receber os recursos e apoio dos especialistas. O Q2D foi desenvolvido dentro do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) durante todo o ano de 2014 e, com isso, consegui chegar no mercado um ano antes do esperado”, detalha o empresário.

Além de obter subsídio financeiro de 80% do valor do projeto, ele ainda recebeu orientações preciosas para o futuro do negócio. “Fui instruído sobre os mercados que esse produto poderia atingir, potenciais clientes para prospectar e até o público-alvo. No começo, quando tive a ideia, pensei em atender a necessidade do consumidor final e só depois chegar na indústria”, lembra o empresário. À medida que a produção avançou, ele foi alertado sobre as dificuldades de atingir esses clientes. “Como faria para as pessoas conhecerem o produto? Isso me fez perceber que a penetração na indústria poderia ser mais fácil e a viabilidade seria maior. Deixei então o consumidor para depois.”

O custo do aparelho hoje é estimado em cerca de R$ 8 mil, ainda pode parecer elevado para uma residência, mas certamente não será para uma empresa de médio e grande porte que, em um mês, poderá reaver o investimento. “Estamos fazendo adaptações para melhorar esse preço para o consumidor final por meio de uma adaptação do modelo que mede a corrente que passa pelo circuito. A nossa intenção é chegar ao valor quase R$ 2 mil, o que viabilizaria o Q2D para casas e apartamentos”, antecipa Neiriberto Azevedo.

Enquanto isso não acontece, ele busca investidores que possam viabilizar a fabricação em larga escala. “Vamos começar a produção de 50 unidades por mês, podendo chegar a até 150. Mas para atender todo o país, precisamos de recursos. A nossa estimativa é de que sejam necessários cerca de R$ 2 milhões para ganhar escala e atender a demanda, principalmente considerando a situação energética do país, que está crítica.”

Acesso à inovação
Há oito anos em Santa Rita do Sapucaí, o Sebraetec já beneficiou mais de 300 projetos. “É uma cidade muito promissora em startups e projetos de tecnologia. Nosso objetivo é aumentar o incentivo à inovação”, afirma Rodrigo Ribeiro Pereira, analista do Sebrae Minas. Em 2014, a iniciativa atendeu 70 empresas, meta que sobe para 80 este ano. “Os micros e pequenos negócios têm dificuldade financeira e de mão de obra para realizar essa inovação. Por meio de entidades executoras parceiras, conseguimos fazer com que eles tenham acesso a consultores especializados e laboratórios para que a ideia se transforme em produto”, explica. Com Agência Sebrae de Notícias

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