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Centenária biblioteca da Funed tem acervo de 75 mil volumes históricos

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Em mais de cem anos de existência, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) acumulou informações valiosas a respeito da História da Saúde Pública de Minas Gerais. Desde 1907, quando foi inaugurada em Belo Horizonte, por Ezequiel Caetano Dias, a filial do Instituto Manguinhos do Rio de Janeiro (atual Funed), conta com uma biblioteca que foi transformada no Serviço de Informação Científica, Histórica e Cultural e reúne uma coleção de mais de 75 mil volumes e peças históricas com informação científica e cultural.

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Com um riquíssimo acervo na área biomédica e montada numa estrutura de ferro, na arquitetura de um em mezanino, década de 30, a biblioteca da Fundação Ezequiel Dias está aberta ao público, principalmente pesquisadores e estudantes que estão à procura de compreender o desenvolvimento histórico da ciência e o progresso científico da saúde pública no Brasil e no mundo.

A biblioteca tem como objetivo preservar a identidade da Funed ao difundir as contribuições da Fundação à saúde brasileira por meio de livros científicos e técnicos, manuais, dicionários, periódicos científicos, teses, relatórios institucionais, catálogos, informes técnicos, documentos iconográficos, objetos tridimensionais e um Banco de Separatas.

De acordo com a diretora de Pesquisa e Informação da Funed, Esther Margarida Bastos, que atua diretamente com o Serviço de Informação Cientifica, Histórica e Cultural da Fundação Ezequiel Dias, o acervo tem relevância histórica para Minas Gerais.

“A biblioteca é importante acervo da memória institucional e da memória dos estudos científicos desenvolvidos na Funed ao longo de seus 108 anos. Para a área médica, já foi a principal biblioteca do Brasil, sendo hoje fonte de informações históricas da saúde pública brasileira”, afirma a diretora.

Os usuários, entre pesquisadores, técnicos de laboratório de nível médio e superior, bioquímicos, médicos, biólogos, veterinários, químicos, historiadores e o público em geral têm livre acesso ao Serviço de Informação Científica, Histórica e Cultural, da Fundação Ezequiel Dias.

“Costumo usar a biblioteca no acervo de DVDteca para pegar filmes clássicos antigos que geralmente não tem nas locadoras comuns e além disso é possível encontrar todos os tipos de filmes e o espaço está sempre atualizado novas obras do cinema contemporâneo. Vou lá cerca de duas vezes por semana, também utilizo o acervo para recorrer à parte de fotografias antigas que está relacionada ao meu trabalho, pois é um acervo que guarda grande informação histórica”, ilustra Gleisson Mateus, publicitário, 30 anos, frequentador da biblioteca.

Ocupando duas alas do prédio Central da Funed, em uma área de cerca de 300 m2, com acesso por duas portas e um corredor central, a biblioteca, hoje, atende cerca de 150 pessoas diariamente. O funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 16h, no endereço Rua Conde Pereira Carneiro, 80 – Gameleira.

Acervo
O acervo de livros e periódicos é constituído, principalmente, por grandes clássicos sobre a saúde pública mundial. Com obras raras e antigas, o local guarda assuntos nas áreas de biologia, bioquímica, ciência e tecnologia de alimentos, controle de qualidade, cultura de células, epidemiologia, imunologia, parasitologia, produção de imunobiológicos e farmacêutica, síntese de fármacos e química fina, virologia.

De acordo com a bibliotecária chefe do Serviço de Informação Cientifica, Histórica e Cultural da Fundação Ezequiel Dias, Anna Leite de Andrade, o acervo tem grande relevância para pesquisas historiográficas e científicas. “Além de conservar, preservar, resguardar e difundir a história da Saúde Pública e da Ciência, no Serviço de Informação que atua diretamente no desenvolvimento científico e progresso da Funed, remontando o seu caráter histórico”, diz Anna.

“Utilizo muito a biblioteca para empréstimo de livros e filmes, costumo ir lá pelo menos uma vez por semana. O acesso aos materiais é muito fácil. Há também um acervo de peças históricas e toda semana tem uma exposição de peças de antigas que gosto de ver, da última vez, por exemplo, tinha uma escrivaninha antiga, do mobiliário da Funed, que achei bem interessante por remeter a todo um contexto histórico”, conta Adinias Barroso, técnico em saúde e tecnologia, 44 anos, usuário da biblioteca.

A biblioteca oferece os principais livros de ciência básica e os grandes tratados de Microbiologia, Anatomia, Histologia, Zoologia e Botânica, como os dez volumes da Flora Brasiliense de Von Martius (1871 – 1879), a coleção completa de Hipócrates (1839 – 1861), traduzida por Litré, além dos periódicos nacionais como o Brasil Médico (1899-1965), a Revista Médica de Minas (década de 30), o periódico Instituto Histórico e Geográfico (1839-1939), Dicionário e gramática do Tupi-guarani (1876), entre outros com relevância nacional e internacional.

Conservação e restauro
Serviço de Informação Cientifica, Histórica e Cultural da Fundação Ezequiel Dias possui, ainda, um núcleo de conservação e restauro responsável pela preservação do acervo de livros histórico, científico e literário da instituição.

Os métodos utilizados na conservação, segundo a bibliotecária chefe, Anna Leite de Andrade, dependem do diagnóstico preliminar da obra e das condições do ambiente para avaliar a qual processo determinada obra será submetida.

Em algumas conservações e restaurações é realizado a conservação curativa de um dano ou a estabilização de uma deterioração inicial. Em outros métodos são realizados a conservação preventiva que inclui monitoramento das condições ambientais e do acervo, acondicionamento e manuseio do material, entre outras atividades.

A biblioteca realiza, hoje, cerca de 20 a 30 restauros mensais, mas está sempre condicionado ao estado de deterioração da obra. De acordo com Anna, uma das restaurações mais significativas registradas foi a tese de doutorado do Ezequiel Dias, datada de 1903.

“A tese estava muito deteriorada pela ação do tempo e de insetos. Tivemos que resgatar cada página do livro e colocá-la em uma caixa especial porque o material não suportava nenhum tipo de intervenção como costura ou encadernação”, exemplifica a bibliotecária sobre a análise e os procedimentos.

Inovação
Ao mesmo tempo em que a Fundação Ezequiel Dias avança no crescimento da biblioteca científica, também investe na formação do museu com coleções de ofídios e insetos recolhidos nas excursões científicas pelo estado de Minas Gerais.

Em 2001, foi elaborado um projeto de reestruturação da biblioteca e a integração dos dois acervos da instituição, além de reunir as peças tridimensionais. Já em 2007, o projeto é ampliado, sendo inaugurada a réplica do laboratório de Ezequiel Dias com as peças tridimensionais recolhidas na instituição.

História
A biblioteca funcionou por anos como a única no estado com tamanho acervo científico, cerca de 20 mil volumes. Durante esse período, todos os estudantes, professores e pesquisadores da área médica recorriam à biblioteca do Instituto, pois a biblioteca da Faculdade de Medicina foi criada a partir de 1911.

Sendo Belo Horizonte uma cidade moderna e em fase de crescimento, a biblioteca do Instituto era um dos poucos lugares onde a ciência, a pesquisa e a informação científica se encontravam. Os “saraus” realizados todas as quintas-feiras eram o momento para discutir e comentar os artigos recém-chegados.

Mesmo com a morte de Ezequiel Dias em 1922 e a vinda de Octávio Magalhães para a direção, o Instituto manteve o investimento na biblioteca e no Museu. Magalhães ficou na direção até 1940, época em que o governo Vargas fez uma reforma estrutural na instituição, que passou a se chamar Instituto Químico Biológico de Minas Gerais, dedicando-se apenas à produção fabril de fármacos e produtos imunobiológicos com inexpressiva atividade cultural e científica.

Na década de 80, o professor Carlos Ribeiro Diniz foi convidado para reativar o caráter cientifico que a instituição havia perdido. Fundou o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed e colocou novamente a Fundação nas discussões acadêmicas.

Assim, foi criada, em julho de 1984, a Divisão de Documentação e Informação, com o objetivo de prestar serviços de informações técnicas e científicas aos pesquisadores, funcionando como suporte informacional às atividades desenvolvidas na instituição. Com Agência Minas

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