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Réveillon com as Farc gera incidente com missão da ONU na Colômbia

Agência Lusa/EPA, Ricardo Maldonado/Direitos Reservados

Uma festa de réveillon das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Norte do país, da qual participaram membros da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na Colômbia que deveriam monitorar o desarmamento da guerrilha, provocou a expulsão, nessa quinta-feira (5), de quatro integrantes do grupo – uma sanção criticada pelos insurgentes.

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Observadores internacionais, enviados pelas Nações Unidas para acompanhar o fim do conflito com as Farc, dançaram com guerrilheiros durante a festividade, realizada em um ponto de reunião temporário de insurgentes em La Guajira, segundo imagens publicadas no domingo (1º) pela imprensa colombiana.

Concluídas as investigações sobre as circunstâncias do ocorrido, “a missão da ONU na Colômbia tomou a decisão de afastar de seu serviço três observadores presentes na ocasião e seu supervisor direto”, informou a organização em comunicado.

Esses funcionários “não trabalharão mais para a missão da ONU na Colômbia e voltarão aos seus países de origem”, explicou à Agência France Press (AFP) uma porta-voz da entidade, sem revelar nem a identidade, nem a nacionalidade dos punidos, alegando normas de confidencialidade.

A missão política da ONU na Colômbia para verificar o fim do conflito foi decidida por unanimidade em janeiro passado pelo Conselho de Segurança da organização, que também decidiu na ocasião fazer parte do mecanismo tripartite (ONU, governo e Farc) para a supervisão do cessar-fogo bilateral e definitivo e de hostilidades.

Após tomar conhecimento da sanção, as Farc anunciaram ontem sua retirada do mecanismo tripartite local do município de Conejo, em La Guajira, onde ocorreu a festa polêmica.

“As Farc retiram seu componente até que a ONU esclareça a demissão de seu pessoal” informou a liderança do bloco Martín Caballero.

Os guerrilheiros lamentaram o afastamento dos observadores apenas por compartilhar um evento social com os rebeldes, seus familiares e a comunidade.

Na segunda-feira (2), o líder das Farc, Rodrigo Londoño, o “Timochenko”, ironizou no Twitter a polêmica em torno do tema: “Não sabem como fazer notícia com as @FARC_EPueblo, o escândalo da semana é que comemoramos a chegada do #AñoNuevo”.

No mesmo dia, a missão da ONU na Colômbia condenou que seus membros tivessem dançado com insurgentes nessa comemoração. “O comportamento é inapropriado e não reflete os valores de profissionalismo e imparcialidade da missão”, destacou na ocasião, advertindo que medidas seriam tomadas.

As investigações mostraram que foram quatro os envolvidos na conduta inadequada, segundo a porta-voz da ONU consultada pela AFP.

A missão das Nações Unidas na Colômbia reiterou nessa quinta-feira “sua determinação de verificar com total imparcialidade os compromissos das partes sobre o cessar-fogo e de hostilidades e a deposição de armas” das Farc, depois que as partes assinaram, em 24 de novembro, o acordo de paz para acabar com mais de meio século de conflito.

A guerrilha, que estima ter 5.700 combatentes, se reúne em locais vizinhos às 26 zonas onde, no prazo máximo de seis meses, deverão se desarmar e retornar à vida civil, sob supervisão da ONU.

Para esses trabalhos, a Secretaria-Geral solicitou ao Conselho de Segurança o envio de 450 observadores internacionais, dos quais 280 já chegaram ao país. Com Agência Brasil

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