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Consultoria beneficia criadores de gado leiteiro

gado
Produtores rurais de 14 municípios sergipanos estão sendo beneficiados com consultorias tecnológicas para melhorar a gestão de suas propriedades. As atividades já contemplam 55 criadores de gado leiteiro e tiveram início em novembro.

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A ação é promovida pelo Sebrae por meio do programa Sebraetec, que leva inovação de forma rápida e dinâmica aos pequenos negócios. Entre os locais que sediam as atividades está o povoado Santa Rosa do Ermírio, localizado no município de Poço Redondo, alto sertão sergipano.

“Quando você tem um controle efetivo da propriedade fica mais fácil identificar os problemas que estão surgindo e busca a melhor forma de resolvê-los. Isso ajuda o produtor a aplicar melhor os seus recursos, evitando desperdício de dinheiro.”

A região é considerada uma das principais bacias leiteira do estado, com uma produção de cerca de 60 mil litros de leite diários, mas vem enfrentando nos últimos meses as consequências da forte estiagem. No local, 19 produtores já estão recebendo o auxílio do programa e aplicando nas propriedades os conhecimentos disseminados pelos consultores.

O trabalho junto aos homens do campo busca ajudá-los a promover o controle zootécnico dos animais e reduzir os custos da atividade. As ações são desenvolvidas em quatro etapas. Na primeira delas são coletadas diversas informações sobre as propriedades, como a quantidade de animais, o tipo de solo e a alimentação fornecida ao rebanho.

O acompanhamento durante as próximas duas etapas é direcionado ao manejo nutricional do alimento destinado aos animais e ao planejamento forrageiro, que consiste no plantio e uso racional de insumos (silos, palma e outros grãos) na dieta do gado. São nessas fases que os produtores começam a receber orientações sobre como otimizar a alimentação do rebanho.

“O que temos percebido durante as visitas é que a maioria dos criadores não faz qualquer tipo de anotação sobre a propriedade. Dessa forma, eles não sabem calcular qual o custo do leite e nem descobrem se estão tendo lucro no negócio. É esse cenário que estamos tentando mudar”, explica o consultor do Sebrae, Thiago Santos Almeida.

Evolução
A última etapa é destinada ao melhoramento do manejo reprodutivo, buscando diagnosticar eventuais gestações e identificar animais com algum tipo de infecção para posterior tratamento. Cada produtor rural recebe um Caderno de Campo para anotar todas as informações da propriedade. No documento devem constar dados sobre a produção diária de leite, quantidade de alimento utilizado, presença de chuvas, número de bezerros nascidos durante o ano e diversos outros dados sobre os animais.

“Quando você tem um controle efetivo da propriedade fica mais fácil identificar os problemas que estão surgindo e busca a melhor forma de resolvê-los. Isso ajuda o produtor a aplicar melhor os seus recursos, evitando desperdício de dinheiro. Muitas vezes ele percebe que é preciso se desfazer de parte do rebanho para reduzir os custos e melhorar a produtividade”, ressalta o analista do Sebrae, Helenílson Oliveira.

A preocupação em reduzir os custos da produção, além de melhorar a lucratividade dos produtores, tem uma razão bastante lógica: a necessidade de enfrentar a queda no preço do litro do leite. Se no final do ano passado o produto chegou a ser comercializado por R$ 1,29 junto aos laticínios, no primeiro trimestre deste ano o valor não superou os R$ 0,90.

As mudanças sugeridas pelos técnicos já começam a trazer benefícios para os criadores. Edmilson Góis, que desde a infância se dedica à criação de gado leiteiro, passou a registrar diariamente os dados de sua propriedade e percebeu a necessidade de promover algumas adequações no negócio.

“Antes eu oferecia a mesma quantidade de alimento para todo o rebanho, mesmo aqueles que produziam menos leite. Hoje percebo que é melhor distribuí-lo por lotes, pois cada vaca deve se alimentar de acordo com a sua necessidade nutricional. Essa mudança já me trouxe alguma economia”.

Outro produtor que já adotou as sugestões do consultor foi José Clebson de Andrade. Proprietário de 33 vacas e dono de uma produção média de 700 litros de leite diários, ele ressalta que mudou a composição do alimento dado ao rebanho após as conversas com o consultor.

“Depois das orientações passei a reduzir a quantidade de soja e a introduzir o farelo de trigo na alimentação do gado. Isso diminuiu os gastos e já ajudou a melhorar a qualidade da ração. Estamos começando a notar um pequeno aumento na produção de leite e a expectativa é que isso possa crescer ainda mais”.

Além de receber consultoria individualizada, eles também estão sendo incentivados a atuar de forma conjunta. A meta dos gestores do programa é que os produtores do Povoado Santa Rosa do Ermírio consigam formar uma associação. Com Agência Sebrae de Notícias

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