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COI detecta níveis excessivos de bactérias em sedes aquáticas de Tóquio 2020

A organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 anunciou nesta quarta-feira (4) que detectou níveis excessivos de bactérias na sede que acolherá as provas de natação ao ar livre. Disse que tomará medidas para resolver o problema. A informação é da Agência EFE.

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As amostras de água colhidas no mês passado no Odaiba Marine Park, na baía de Tóquio, onde serão disputadas as competições de natação ao ar livre e triatlo, mostram que os níveis de bactérias coliformes (entre elas a E.coli) superaram os padrões fixados pelas federações internacionais de ambos os esportes.

“Os níveis não são os adequados, então agora esperamos que as autoridades locais e a organização façam o possível para que as competições e a saúde dos atletas não sejam comprometidas”, disse em entrevista o australiano John Coates, presidente da Comissão de Coordenação do COI para 2020.

A organização de Tóquio 2020 atribuiu o nível excessivo de bactérias às chuvas que ocorreram na área no mês passado – quando foi registrado o maior nível de precipitações em 40 anos -, condições que afetam o fluxo de águas residuais dentro da baía.

Os resultados mostram que os níveis das bactérias, considerados um indicador de contaminação da água, excediam os padrões estabelecidos pelas federações internacionais em mais da metade das amostras coletadas durante 21 dias.

“Consideraremos todas as medidas necessárias para que as provas se desenvolvam com normalidade”, afirmou o diretor esportivo de Tóquio 2020 e ex-atleta olímpico Koji Murofushi. Ele explicou que está sendo estudada a instalação de painéis aquáticos para evitar a concentração de substâncias nocivas na baía.

A organização também destacou que o parque marítimo de Odaiba acolheu numerosos eventos esportivos nos últimos anos, entre eles competições de triatlo e de natação em águas abertas, durante os quais a qualidade da água cumpria os padrões sanitários das federações internacionais.

Além disso, o presidente da Comissão de Coordenação do COI voltou a fazer um apelo à organização para que reduza os custos dos JJOO, o que pode ser alcançado, na sua opinião, cortando o orçamento em setores como a Vila Olímpica ou com maiores investimentos em patrocínios.

O ajuste do orçamento “é factível” e “deveria ocorrer para rebaixar a pressão sobre os contribuintes”, afirmou Coates em entrevista, ao fim da reunião de dois dias entre o COI e os organizadores de Tóquio 2020 para analisar os preparativos para os jogos.

O presidente da Comissão de Coordenação também destacou os “progressos tangíveis” nesse sentido e, em particular, a construção de infraestrutura, como o novo estádio olimpico da capital nipônica.

O último orçamento para organizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos se situa entre 1,6 e 1,8 trilhão de ienes (US$ 15 bilhões e US$ 17 bilhões) valor ao qual o COI ainda acrescenta uma margem de US$ 1 bilhão, segundo Coates. Com Agência Brasil

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