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Mais de 60 ônibus são depredados em Manaus após sete dias de greve

Sinetram/Divulgação

Populares depredaram ao menos 61 ônibus durante um protesto contra a paralisação do transporte público rodoviário em Manaus (AM), nesta segunda (4). De acordo com a Polícia Militar do Amazonas, os usuários se revoltaram devido à falta de ônibus causada pela greve dos rodoviários, deflagrada há sete dias.

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Os protestos violentos foram registrados em diferentes pontos da capital manauara. De acordo com com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sinetram-AM), só hoje, cerca de 100 mil pessoas estão sendo afetadas pela falta de ônibus circulando. Até as 11 horas, 640 dos 850 veículos que costumam rodar às segundas-feiras deixaram as garagens das empresas de transporte.

O maior tumulto foi registrado próximo ao Terminal de Integração 4, na zona leste, onde as pessoas arremessavam pedras e outros objetos contra os ônibus parados no local, quebrando para-brisas e janelas. Houve tentativas de incendiar ao menos três veículos, mas o fogo foi logo contido.

Diante do tumulto, o efetivo policial que se encontrava no Terminal 4 desde a madrugada solicitou reforços da Rocam e da tropa de Choque. De acordo com a assessoria da PM, a corporação teve que empregar a força para conter os manifestantes. Até o meio-dia, ao menos cinco pessoas tinham sido detidas e foram conduzidas à delegacia mais próxima.

Também houve protestos nos terminais 3 e dos bairros Petrópolis, Vila Marinho, Bairro da Paz e Conjunto Augusto Montenegro. Os ônibus depredados pertencem às empresas Eucatur, Global Green, Açaí Transportes e Expresso Coroado. O Sinetram informou que já acionou a Justiça e aguarda que as medidas legais cabíveis sejam adotadas.

Em função da falta de ônibus e da proximidade dos locais de manifestações dos rodoviários, a Secretaria Municipal de Educação suspendeu as aulas desta tarde em cinco unidades de ensino do bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste. São elas: escolas municipais Maria do Socorro Azevedo de Oliveira, Professora Ignes de Vasconcelos Dias, Maria Ferreira da Silva, Hiran Caminha e Centro Municipal de Educação Infantil Ângela Honorato.

As outras unidades da rede de ensino municipal funcionarão normalmente e os alunos que não conseguirem chegar às escolas não serão prejudicados.

Sinetram/Divulgação

Segundo a prefeitura de Manaus, a greve iniciada na última terça-feira (29), descumpre decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), da 11ª Região. No último dia 29, a presidente do TRT, desembargadora Eleonora de Souza Saunier fixou multa de R$ 200 mil por hora caso os rodoviários insistissem em paralisar suas atividades.

No domingo (3), o juiz plantonista do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Antônio Itamar de Souza Gonzaga, determinou o funcionamento da frota do transporte coletivo nesta segunda-feira (4), sob pena do sindicato de trabalhadores ser multado em R$ 1 mil por hora parada.

Representantes do Sindicato dos Rodoviários e do Sinetram voltaram a se reunir no Ministério Público do Trabalho (MPT-AM). Os rodoviários pedem reajuste salarial; novas contratações; estipulação de uma quantia máxima a ser paga aos motoristas em caso de acidente e a possibilidade de parcelar este valor; fracionamento das férias e da intrajornada e compensação de horas extras. A reportagem não conseguiu contato com os representantes dos rodoviários. Com Agência Brasil

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