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Região cárstica mineira é reconhecida internacionalmente como zona úmida

Minas Gerais possui agora duas áreas reconhecidas pela Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional para sítios Ramsar. A ‘Peter Lund Karst’, em Lagoa Santa e Pedro Leopoldo, no Território Central, se junta, agora, ao Parque Estadual do Rio Doce, como prioritárias para conservação, o que facilita a adoção de medidas para proteção e conservação do ambiente.

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O anúncio da inclusão da área cárstica foi feito pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. O Brasil ganhou sete novos sítios Ramsar, passando de 13 para 20. Além do Peter Lund Karst, foram incluídos na lista: o Parque Nacional do Viruá (Roraima); Parque Nacional de Anavilhanas (Amazonas); Reserva Biológica Federal do Guaporé (Rondônia); Estação Ecológica Federal do Taim (Rio Grande do Sul); Estação Ecológica Federal de Guaraqueçaba (Paraná); a Area de Proteção Ambiental (APA) Fernando de Noronha e o Parque Nacional de Fernando de Noronha (Pernambuco).

O sítio Peter Lund Karst corresponde a uma parcela da Área de Proteção Ambiental Federal Carste Lagoa Santa e possui áreas em sete unidades de conservação estaduais: os Parques Estaduais Sumidouro e Cerca Grande e os Monumentos Naturais Lapa Vermelha, Vargem da Pedra, Experiência da Jaguara, Santo Antônio e Várzea da Lapa.

A região é composta por rios, lagos e pântanos de água doce, águas alcalinas subterrâneas e sistemas hidrológicos cársticos subterrâneos. A área é intensamente povoada, com grande presença de agricultura, pastagens e rodovias. Atualmente, existem propostas para a criação de um programa de monitoramento da água superficial e subterrânea e para a criação de um programa que ofereça tecnologias alternativas para a agricultura. Também está em curso a implantação de sistemas para o tratamento do esgoto da região e para a promoção do turismo, com o objetivo de explorar as cerca de 800 cavernas e o potencial arqueológico da região.

Ramsar
As zonas úmidas são as áreas de pântanos e corpos de água, naturais ou artificiais, permanentes ou temporários. Inicialmente, a proteção dessas áreas visava a conservação de zonas úmidas e de aves aquáticas. Com o decorrer do tempo, a área total passou a ser observada como um sistema de apoio à vida para a biodiversidade. Os termos da convenção foram definidos na cidade iraniana de Ramsar em 1971 e completou 40 anos no último dia 2 de fevereiro.

“É uma chancela que reconhece a importância ecológica, social, cultural e científica do Parque e facilita a cooperação entre os países para desenvolver ações que estimulem a proteção e um uso racional dessas áreas”, afirma o diretor geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), João Paulo Sarmento, instituição que administra as unidades de conservação estaduais de Minas Gerais.

No Brasil, apenas locais estabelecidos como unidades de conservação podem se tornar um sítio Ramsar, situação que leva ao reconhecimento internacional e facilita a adoção de medidas para proteção e conservação do ambiente. A primeira área em Minas Gerais declarada como sítio Ramsar foi o Parque Estadual do Rio Doce, em 26 de fevereiro de 2010. O Parque abriga a maior floresta tropical do estado, possuindo quarenta lagoas e representa um dos três maiores sistemas de lagos do Brasil. Com Agência Minas

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