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Treino com Árbitro de Vídeo cria troca de funções


Um exercício diferente foi realizado durante o curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo da CBF nesta segunda-feira (2). O líder do projeto de VAR no Brasil, Sérgio Corrêa, anunciou na noite anterior como seria a atividade. Os árbitros e assistentes planejaram jogadas para executar em campo, como jogadores, para que os instrutores e supervisores tivessem a missão de avaliar na sala dos monitores, na função de VAR.

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O objetivo do trabalho era que cada um se ambientasse com as diferentes funções. Vivendo o que o companheiro sente na pele, cada um dos participantes passou a entender melhor as necessidades e possibilidades dos colegas.

O instrutor Manoel Serapião atuou por 20 minutos como árbitro de vídeo. Enquanto isso, os árbitros desenvolveram lances polêmicos no gramado do Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP). Serapião destaca a importância desta troca de funções.

– Nós fizemos uma inversão de papéis. Os instrutores ocuparam o lugar do Árbitro de Vídeo em determinado período do treino para que a gente tivesse a perfeita noção de como as coisas se passavam. A questão da ansiedade, do apoio tecnológico… Porque a gente passa para a pele deles. Quando passamos pela dificuldade, compreendemos a dificuldade do outro – enfatiza.

O árbitro Pablo Alves foi para o campo e atuou como árbitro assistente. O representante da federação paraibana falou sobre os momentos que esteve em um papel um pouco diferente do que está acostumado.

– Foi algo muito interessante para nós. Sentimos na pele o que os jogadores fazem. Eu mesmo sou árbitro central e fui ser assistente. Acabei sentindo um pouco o que o assistente passa, a visão deles… Foi uma troca muito salutar. E para os nossos instrutores é bem interessante que sintam a pressão de tomar uma decisão como Árbitro de Vídeo – acrescentou.

A supervisora Ana Paula Oliveira revelou o que sentiu na função de VAR. A profissional comentou a importância de um dos principais aspectos trabalhados no curso, o pilar mental.

– Senti que é necessário ter muita tranquilidade, serenidade, conhecer o plano de câmeras… Saber o que buscar para que essa informação seja rápida ao árbitro de campo. O assistente tem de ser um iceberg. O Árbitro de Vídeo e o seu assistente têm de ser frios. Se não tivessem essa consciência, pouco vão ajudar o árbitro no jogo – destacou.

Com site da CBF

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